A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) reabriu nesta sexta-feira (16) o campus do Maracanã, dois dias após uma ocupação estudantil que bloqueou o acesso ao prédio principal. O retorno das atividades veio acompanhado de um aumento na vigilância, especialmente nas entradas do Pavilhão João Lyra Filho, que haviam sido bloqueadas com móveis pelos manifestantes.
O movimento estudantil, que protesta contra cortes em benefícios, entrou em confronto com guardas patrimoniais na quinta-feira (15). Os estudantes se manifestam contra o Ato Executivo de Decisão Administrativa (Aeda 38/2024), que desde o dia 1º de agosto alterou os critérios para a concessão de bolsas estudantis.
Segundo os organizadores do protesto, a medida, apelidada de “Aeda da Fome”, afeta cerca de 5 mil alunos.
Atualmente, 2,6 mil estudantes da Uerj são considerados em situação de vulnerabilidade social. Esses alunos, que ingressaram na universidade pela ampla concorrência e comprovaram a renda durante a matrícula, dependem dos auxílios para se manterem na universidade.
As mudanças mais impactantes incluem a redução da renda máxima permitida para a concessão da bolsa de vulnerabilidade, que passou a exigir renda bruta de até meio salário mínimo por pessoa da família, o que equivale a R$ 706.
Além disso, o auxílio-material foi cortado pela metade, e o auxílio-alimentação agora é restrito a estudantes que frequentam campi sem restaurante universitário, como o Maracanã. O auxílio-creche, por sua vez, será concedido a apenas 1,3 mil alunos.
O governo estadual declarou que a Uerj está cumprindo rigorosamente o orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Com informações do g1
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