Mesmo após o vencimento do prazo para desocupação do campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), determinado pela Justiça, os estudantes que protestam contra as novas regras para bolsas e auxílios da assistência estudantil mantêm a ocupação. Nesta quinta-feira (19), os alunos realizaram uma manifestação na Rua São Francisco Xavier e reafirmaram sua intenção de permanecer no espaço.
O prazo para cumprimento da decisão judicial expirou às 13h do mesmo dia, mas os estudantes alegam que a ordem judicial é uma tentativa de intimidar a greve e a ocupação. Eles pedem uma mesa de negociação urgente com a reitoria para evitar repressões e a revogação total da nova proposta de critérios para a assistência estudantil.
“Vamos seguir na ocupação. Queremos uma mesa de negociação com a reitoria para evitar qualquer tipo de repressão”, afirmou Carol Santos, estudante de História.
Manuela Mirella, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), destacou que, apesar da ameaça de multa e penalizações, os alunos continuam resistindo. “Lutar não é crime. Nossa luta é pela assistência estudantil e pela revogação da Aeda da fome”, declarou.
Uerj diz que notificará Justiça sobre descomprimento
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) informou que notificará o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) sobre o não cumprimento da ordem. O TJRJ mencionou que a universidade fez uma nova petição para contestar embargos e alegar ilegitimidade, e o processo segue na 13ª Vara de Fazenda Pública.
A decisão judicial para desocupação foi tomada após uma audiência de conciliação entre alunos e representantes da Uerj, que não resultou em acordo. Os estudantes, que ocupam desde 26 de julho, já desocuparam outras unidades da universidade, restando apenas o Pavilhão João Lyra Filho, no campus do Maracanã.
Com informações de O Dia





