TST endurece decisão e determina manter 80% dos ônibus em circulação no Rio

Ministro do TST considerou que a redução da frota compromete a mobilidade da população e pode afetar a ordem pública

Em meio aos transtornos enfrentados por milhares de passageiros, a greve dos rodoviários ganhou um novo capítulo na noite desta terça-feira (30). O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, determinou que as empresas de ônibus mantenham, a partir desta quarta-feira (1º), pelo menos 80% da frota operacional ativa em circulação em cada linha e itinerário da cidade do Rio de Janeiro.

A decisão atende a um pedido apresentado pela Prefeitura do Rio e aumenta o percentual mínimo de ônibus em operação. Até então, uma liminar determinava a circulação de 50% da frota durante a paralisação.

Decisão amplia frota

Ao analisar o pedido, o presidente do TST entendeu que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas metade da frota poderia comprometer o direito de ir e vir da população.

Na decisão, o ministro também considerou que a redução da circulação dos ônibus representa risco à ordem e à segurança pública, justificando a ampliação do percentual mínimo de veículos em operação.

Prefeitura comemorou decisão

Pouco depois da divulgação da decisão judicial, o prefeito Eduardo Cavalieri informou, por meio de publicação nas redes sociais, que o TST havia acolhido o pedido do município para ampliar a circulação dos coletivos durante a greve.

A medida passa a valer nesta quarta-feira (1º), quando trabalhadores e empresários também participam de uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Após a reunião, o Sindicato dos Rodoviários pretende realizar uma assembleia para apresentar à categoria a proposta patronal.

Passageiros aguardam desfecho

Nos dois primeiros dias de paralisação, passageiros enfrentaram longas filas, ônibus lotados e espera de até 90 minutos em diversos pontos da cidade.

A expectativa é que a audiência de conciliação e a nova determinação do TST contribuam para reduzir os impactos da greve e possam abrir caminho para um acordo entre empresas e trabalhadores.


Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading