O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que Israel interrompa “imediatamente” os bombardeios na Faixa de Gaza. Segundo ele, a medida é necessária para garantir a libertação segura dos reféns israelenses mantidos pelo grupo Hamas. Em postagem na rede Truth Social, o republicano disse acreditar que a situação atual pode resultar não apenas em um cessar-fogo, mas em “uma paz duradoura no Oriente Médio”.
Reação do Hamas ao pedido americano
Poucas horas após a declaração de Trump, o Hamas afirmou considerar “encorajador” o apelo feito pelo presidente americano. O grupo disse aceitar libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, sob os termos da proposta apresentada pela Casa Branca, e se mostrou disposto a negociar imediatamente os detalhes do plano. A manifestação aconteceu após Trump impor um ultimato: o Hamas teria até domingo (5) para aceitar a proposta, sob risco de enfrentar um “inferno total”.
Pontos centrais da proposta dos EUA
O plano elaborado pela Casa Branca prevê 20 medidas para encerrar a guerra em Gaza. Entre elas, está a retirada do Hamas da liderança do território e a entrega do controle a um comitê formado por tecnocratas palestinos, apoiado por países árabes e islâmicos. Integrantes do grupo poderiam receber anistia caso entreguem suas armas e aceitem a convivência pacífica com Israel. Também está prevista a libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos por Israel, enquanto o Hamas teria 72 horas para devolver todos os reféns sequestrados em outubro de 2023.
Futuro de Gaza em debate
O projeto americano estabelece Gaza como uma zona livre de grupos armados e cria o “Conselho da Paz”, órgão internacional que seria presidido por Trump. A ONU e o Crescente Vermelho ficariam responsáveis por distribuir ajuda humanitária. Embora a proposta não traga definições claras sobre a criação de um Estado palestino, aponta um caminho para essa possibilidade no futuro. A comunidade internacional recebeu a iniciativa com cautela, enquanto moradores de Gaza demonstraram desconfiança e temor de novos conflitos.
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