Acordo com Hamas: Trump diz que não aceitará ‘atrasos’ e Netanyahu espera ver os reféns de volta ‘nos próximos dias’

Primeiro-ministro israelense afirmou que negociações no Egito estão próximas de um desfecho e que pressão militar e diplomática forçou o Hamas a aceitar acordo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (4) que espera o retorno de todos os reféns israelenses mantidos em Gaza “nos próximos dias”. Segundo ele, as negociações para libertação estariam avançando com base na pressão militar e diplomática sobre o grupo militante Hamas.

“Espero que nos próximos dias possamos trazer de volta todos os nossos reféns (…), durante a festividade de Sucot”, declarou Netanyahu em pronunciamento televisionado. A celebração judaica de Sucot, conhecida como a Festa das Cabanas, começa na segunda-feira e se estende por uma semana.

Pressão militar e diplomática

O premiê afirmou que o endurecimento das ações israelenses e a articulação com aliados internacionais teriam levado o Hamas a aceitar a libertação dos cativos. Netanyahu também destacou o papel dos Estados Unidos no processo e fez um agradecimento direto ao presidente estadunidense.

“Quero agradecer ao querido amigo presidente Donald Trump pelo apoio militar a Israel”, disse o primeiro-ministro, reforçando a parceria com Washington.

Segundo informações da BBC, Netanyahu orientou sua equipe de negociação a viajar ao Egito para concluir as conversas com representantes de mediação. “Dei instruções à equipe de negociação para que vá ao Egito concluir os detalhes técnicos. A intenção é limitar as negociações a poucos dias”, afirmou, sem especificar as datas exatas das reuniões.

A declaração ocorreu poucas horas depois de a Casa Branca informar que dois enviados de Trump estavam a caminho do Cairo para discutir os termos da libertação dos reféns e do acordo de paz proposto pelos Estados Unidos.

Trump endurece tom contra o Hamas

Mais cedo, o presidente Donald Trump voltou a se manifestar sobre o conflito, dizendo que não aceitará atrasos na implementação do plano de paz firmado com Israel. “Reconheço que Israel interrompeu temporariamente os bombardeios para dar uma chance à libertação dos reféns e ao Acordo de Paz a serem concluídos. O Hamas precisa agir rapidamente, ou então tudo estará perdido”, afirmou em publicação no Truth Social.

Trump acrescentou que espera uma resolução imediata. “Não tolerarei atrasos, que muitos acreditam que acontecerão, nem qualquer situação em que Gaza se mostre como uma ameaça novamente. Vamos concluir isso, RÁPIDO. Todos serão tratados com justiça”, declarou.

Detalhes do plano de paz

O plano dos EUA para encerrar o conflito na Faixa de Gaza foi anunciado por Trump na última segunda-feira (29) e contém 20 pontos principais. A proposta prevê transformar a região em uma zona livre de grupos armados, sob supervisão internacional, e o início de um processo de reconstrução humanitária.

O texto também prevê anistia para membros do Hamas que entregarem suas armas e se comprometerem a viver pacificamente sob nova administração local.

Fontes diplomáticas afirmam que o Egito e o Catar têm atuado como mediadores entre as partes. Se as negociações avançarem, o retorno dos reféns durante o feriado judaico poderá marcar o início de uma trégua mais duradoura, após meses de escalada do conflito.

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