Trump diz que ainda há alvos no Irã e ameaça ‘golpe contundente’

Em comício em Iowa, presidente dos EUA afirma que quer ‘ser gentil’ para salvar vidas, mas que em algum momento será necessário um ataque decisivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (1º) que ainda há alvos militares a atingir no Irã e que poderá ser necessário dar um “golpe contundente” contra Teerã em algum momento. “A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas essas vidas, se puder”, disse Trump durante um comício em Iowa, realizado às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3). “Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles”, acrescentou.

No dia anterior, sábado (31), Trump já havia afirmado que os Estados Unidos destruíram grande parte das capacidades militares iranianas, mas que ainda precisavam atingir “um ou dois” alvos. “Temos que cuidar de um ou dois locais, eu diria, mas podemos fazer isso em 10 minutos”, declarou a jornalistas na Flórida. Ele também mencionou o complexo nuclear subterrâneo de Pickaxe Mountain como um dos locais sob observação.

Resposta do Irã

Em resposta às ameaças, o Irã afirmou que uma eventual retomada das hostilidades pelos Estados Unidos poderia resultar em uma guerra mais longa do que a fase anterior do conflito. “Uma eventual guerra futura poderá durar mais do que o conflito anterior, e o presidente americano não estará em condições de ditar nem o cronograma nem as condições para seu encerramento”, declarou o porta-voz do Exército iraniano, Mohamad Akraminia, segundo a televisão estatal do país.

Akraminia se referia à fase mais intensa da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, quando ataques americanos e israelenses contra o Irã provocaram a morte do líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta às ofensivas, Teerã lançou mísseis e drones contra diferentes pontos do Oriente Médio, e grupos armados apoiados pelo governo iraniano também entraram nos combates no Líbano e no Iêmen.

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