Trump diz não ter nada a temer e pressiona republicanos a apoiarem divulgação dos arquivos de Epstein

Aliados divergem sobre abertura dos documentos enquanto milhares de mensagens revelam que Epstein se dizia capaz de “derrubar” Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que deputados republicanos apoiem a proposta que obriga o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos do caso Jeffrey Epstein. O movimento ocorre após dias de pressão de um grupo crescente dentro do próprio Partido Republicano, que passou a defender a abertura dos documentos.

Em publicação nas redes sociais, o Trump afirmou não temer a divulgação e atacou adversários políticos. “É hora de superarmos essa farsa democrata perpetrada por lunáticos da esquerda radical para desviar a atenção do sucesso do partido Republicano, incluindo nossa recente vitória sobre a paralisação do governo pelos democratas”, escreveu Trump.

Entrevistado pela ABC News no domingo, o deputado Thomas Massie, do Kentucky, que lidera o esforço pela liberação dos arquivos no Congresso, afirmou que cerca de cem parlamentares republicanos podem votar a favor da medida nesta semana. O presidente da Câmara, Mike Johnson, também admitiu a possibilidade de um grande número de votos favoráveis e vem sinalizando que quer concluir a votação rapidamente.

Pressão no Congresso e cálculo político

Johnson já havia indicado, na semana passada, que anteciparia a votação do projeto. No programa Fox News Sunday, reforçou que a Câmara precisava tomar uma decisão e “seguir em frente”. Ele repetiu, em linha com Trump, que não há nada a esconder. A movimentação expõe tensões internas no Partido Republicano, onde uma ala defende maior transparência enquanto outra tenta proteger o presidente de potenciais desgastes políticos.

O avanço do projeto pode colocar Trump em uma situação delicada, especialmente em um momento em que o partido tenta consolidar narrativas e evitar turbulências nos meses que antecedem o próximo ciclo eleitoral.

A relação entre Trump e Epstein

A amizade entre Donald Trump e Jeffrey Epstein, que durou anos, terminou abruptamente em meados dos anos 2000. Ainda assim, Epstein continuou a demonstrar interesse no ex-parceiro e, segundo investigações, tentava explorar o passado em comum mesmo após o rompimento. O milionário foi preso em 2019, acusado de tráfico sexual, e morreu na prisão no mesmo ano.

O caso voltou ao centro do debate político com a divulgação, por um comitê do Congresso dos EUA, de mais de 20 mil páginas de e-mails e mensagens de Epstein, liberadas na última quarta-feira, 12.

Conteúdo dos e-mails e novas revelações

Repletas de erros de digitação e variando entre fofocas, ataques e teorias conspiratórias, as mensagens mostram Epstein insultando Trump e insinuando que possuía informações comprometedoras. Em alguns trechos, ele sugeria ser o “único capaz de derrubá-lo”, alegando conhecer detalhes íntimos da trajetória do então aliado.

Os documentos também revelam que figuras influentes buscavam Epstein em busca de informações sobre Trump. O material ampliou a pressão por transparência e alimentou os pedidos, dentro e fora do Congresso, para a divulgação completa dos arquivos que permanecem sob sigilo no Departamento de Justiça.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading