Trump afirma que guerra contra o Irã está perto do fim e promete novos ataques

Presidente dos EUA diz que objetivos militares estão quase concluídos e anuncia ofensiva contra infraestrutura energética iraniana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (1º) que os objetivos estratégicos da guerra contra o Irã estão próximos de serem alcançados. Em pronunciamento transmitido pela TV direto da Casa Branca, o republicano afirmou que o conflito pode ser encerrado em breve.

Segundo Trump, a missão dos EUA tem como foco neutralizar a capacidade iraniana de lançar ataques e limitar sua atuação militar fora do território nacional. “Tenho o prazer de informar que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Nós vamos terminar o trabalho, e vamos terminar logo”, disse.

O discurso ocorreu no Salão Oval, onde o presidente reforçou a confiança de sua administração no avanço das operações militares, já na quinta semana de conflito.

Ataques à infraestrutura e ameaça de escalada

Durante o pronunciamento, Trump anunciou uma nova fase da ofensiva, com foco direto na infraestrutura energética iraniana. Ele afirmou que os próximos ataques devem ocorrer nas próximas semanas e serão conduzidos com “extrema força”.

O presidente chegou a endurecer o tom ao mencionar o impacto das ações militares. Segundo ele, os ataques podem levar o Irã a um retrocesso significativo em sua capacidade operacional.

Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, Trump adotou uma postura distante. Ele afirmou que os Estados Unidos não dependem da passagem e sugeriu que países europeus deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da região.

Rejeição popular e pressão política interna

Apesar do discurso otimista, Trump enfrenta resistência dentro dos próprios Estados Unidos. Pesquisas recentes indicam que a guerra é amplamente impopular entre os eleitores.

Levantamento da Reuters/Ipsos aponta que 60% dos americanos desaprovam o conflito, enquanto apenas 35% apoiam a ação militar. Além disso, cerca de dois terços dos entrevistados defendem o encerramento rápido da participação dos EUA, mesmo que os objetivos não sejam totalmente atingidos.

O aumento nos preços da gasolina, provocado por instabilidades no mercado global de petróleo, também tem contribuído para o descontentamento popular.

Tensão com aliados e críticas à OTAN

Em paralelo, Trump voltou a criticar a OTAN pela falta de apoio às ações americanas no Oriente Médio. Segundo ele, aliados europeus não atenderam ao pedido de colaboração para garantir a segurança do tráfego de petróleo no Golfo.

O presidente afirmou que considera “absolutamente” a possibilidade de retirar os Estados Unidos da aliança militar, aprofundando o desgaste nas relações transatlânticas.

Trump também declarou que, embora os EUA possam deixar o Irã rapidamente, operações militares pontuais poderão continuar sendo realizadas conforme necessário.

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