Lula anuncia fim da radioterapia após tratamento contra câncer de pele e diz estar curado

Presidente afirma ter concluído 15 sessões de radioterapia no couro cabeludo e celebra recuperação após retirada de carcinoma basocelular em abril

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira (12) que concluiu o tratamento complementar contra um câncer de pele diagnosticado no couro cabeludo. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, o chefe do Executivo afirmou ter realizado a 15ª e última sessão de radioterapia e declarou estar recuperado da doença.

“Hoje, eu fui ao hospital e terminei a minha 15ª sessão de radioterapia. Tive câncer de pele e a radioterapia é para sumir de vez qualquer perspectiva. Estou bem e feliz pela minha cura definitiva desse câncer de pele”, disse Lula durante o anúncio de uma linha de crédito destinada a entregadores de aplicativos para aquisição de motocicletas.

Tratamento complementar após cirurgia

As sessões de radioterapia tiveram início em maio no Hospital Sírio-Libanês e foram indicadas como medida complementar à retirada da lesão, realizada em 24 de abril, em São Paulo. Segundo a equipe médica, o tratamento teve caráter preventivo, com o objetivo de reduzir riscos de recorrência da doença.

Na ocasião, o hospital informou que os procedimentos não impediriam o presidente de manter sua agenda oficial, uma vez que não provocariam efeitos colaterais relevantes. Desde a cirurgia, Lula vinha sendo acompanhado por especialistas e submetido a avaliações periódicas.

Lesão era localizada e sem disseminação

Os médicos responsáveis pelo acompanhamento do presidente explicaram que a lesão identificada era um carcinoma basocelular, considerado o tipo mais comum de câncer de pele associado à exposição prolongada ao sol. De acordo com os especialistas, trata-se de um tumor de crescimento lento e com baixo potencial de disseminação para outras partes do corpo.

A dermatologista Cristina Abdala, que participou do tratamento, afirmou na época que a lesão era localizada e apresentava bom prognóstico. Já o cardiologista Roberto Kalil Filho ressaltou que a remoção cirúrgica era a conduta indicada para evitar o crescimento contínuo do tumor.

Histórico recente de cuidados dermatológicos

Antes do diagnóstico do câncer de pele, Lula já havia passado por um procedimento dermatológico em fevereiro deste ano para tratar uma queratose, alteração caracterizada pelo espessamento da camada superficial da pele. O procedimento foi simples, realizado em São Paulo, e durou pouco mais de um minuto.

Especialistas explicam que a queratose está relacionada a alterações no processo de produção da queratina, proteína responsável pela proteção da camada mais externa da pele. Embora nem sempre represente risco de câncer, a condição exige acompanhamento médico para avaliação adequada.

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