Reportagem publicada pela revista piauí revelam uma série de mensagens trocadas por procuradores federais com ofensas a autoridades e figuras públicas, como a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula e a ex-primeira dama Marisa Letícia, já falecida.
Alguns procuradores procuravam se aproximar da força-tarefa da Operação Lava-Jato, então comandada por Deltan Dallagnol.
Um deles, chamado Luiz Lessa, debochou da perseguição política sofrida pelo presidente Lula, ofendendo também Marisa Letícia. “Finalmente as piadas falando que o Lula é analfabeto vão acabar. Hoje Lula entrou na Federal!!”, escreveu ele, referindo-se à prisão de Lula, que ficou encarcerado na superintendência da Polícia Federal.
O próprio Lessa, no dia seguinte, chamou a falecida esposa de Lula “de tribufu do inferno stalinista”.
Cármen Lúcia também foi alvo de ofensas. Essas são algumas das palavras e expressões que as procuradoras Janice Ascari e Livia Tinoco usavam para falar da magistrada: “dentes horríveis”, “passou da hora do Botox”.
Na conversa entre as duas, Lívia diz que Cármen “tem dentes horríveis, amarelos e tortos”(…) Já passou da hora de fazer um preenchimento e um botox”. Janice responde com “hahahaha”. Em seguida, Wellington Saraiva pergunta se a ministra é casadas e se tem filhos. Lívia então afirma: “Eu gosto tanto da Cármen Lúcia. Acho ótima magistrada. Mas em matéria de cuidados corporais ela é péssima. Parece até ser anti-higiênica”.
Segundo a piauí, as conversas fazem parte do acervo da Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada em julho de 2019, com a finalidade de investigar o vazamento de contas do Telegram mantidas por participantes da Lava Jato, no que ficou conhecido como Vaza Jato.
Com informações de Brasil 247





