Justiça arquiva caso e decreta inocência de Lula no caso do triplex do Guarujá

O ex-presidente Lula (PT) foi considerado definitivamente inocente das acusações que a a Lava Jato lhe imputou em relação ao triplex do Guarujá. nesta quinta-feira (27). A juíza Pollyana Alves seguiu o pedido do MPF e arquivou o caso. Como Lula tem 76 anos, os procuradores alegam que não teriam tempo hábil de retomar a investigação antes…

O ex-presidente Lula (PT) foi considerado definitivamente inocente das acusações que a a Lava Jato lhe imputou em relação ao triplex do Guarujá. nesta quinta-feira (27).

A juíza Pollyana Alves seguiu o pedido do MPF e arquivou o caso.

Como Lula tem 76 anos, os procuradores alegam que não teriam tempo hábil de retomar a investigação antes da prescrição do caso. Na decisão, a juíza cita também que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o ex-juiz Sergio Moro parcial no processo contra Lula. Com a anulação, o caso teria que recomeçar do zero.

Para o MPF, o oferecimento da denúncia não tem base processual. Dessa forma, o processo chegou definitivamente ao fim e o ex-presidente não tem mais nenhuma ação envolvendo esse caso.

Além de Lula, o caso também foi arquivado para José Adelmário Pinheiro Filho e Paulo Tarciso Okamotto, também septuagenários.

Devolução dos valores

Em maio, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) anunciou acórdão sobre a decisão que determinou que OAS e Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) devolvam ao espólio de Marisa Letícia os valores que ela pagou pela cota  de um apartamento no empreendimento, que, aliás, jamais foi entregue a ela nem à família do ex-presidente.

O TJ-SP havia reconhecido, em março, que Dona Marisa Letícia tinha desistido do imóvel. Com isso, determinou a devolução do valor pago pela ex-primeira-dama. Mônica de Carvalho, relatora do caso, escreveu que Marisa declinou da compra por causa de atrasos da Bancoop e da OAS.

A Lava Jato acusou Lula de ter recebido o triplex do Guarujá como suposta retribuição por contratos assinados entre a OAS e o governo federal.

No entanto, os advogados do ex-presidente provaram que ele nunca recebeu e, tampouco, foi dono do imóvel, que pertencia à OAS e foi, inclusive, dado em garantia de um empréstimo feito à Caixa Econômica Federal (CEF).

Mesmo assim, Lula foi preso injustamente por causa do processo do triplex. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfim, anulou a condenação e decidiu que a Vara Federal de Curitiba, ocupada à época pelo ex-juiz Sergio Moro, não tinha competência para julgar o caso

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