Três anos após crimes, MPF denuncia homem apontado como mandante das mortes de Bruno e Dom

: Denúncia formaliza acusação contra Ruben Dario da Silva Villar, o ‘Colômbia’, responsável por emboscada

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No dia 5 de junho de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas formalizou a denúncia contra Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, apontado como o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

A denúncia foi apresentada à Justiça Federal no exato momento em que se completam três anos dos crimes que chocaram o Brasil e o mundo. De acordo com o relatório final da Polícia Federal (PF), os assassinatos ocorreram na região da Terra Indígena Vale do Javari, uma área de difícil acesso localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

O inquérito da PF, concluído em novembro de 2024, revela que as mortes de Bruno e Dom foram o resultado de uma emboscada, planejada e executada de forma cruel, com motivação torpe. A denúncia aponta que Colômbia, além de fornecer munição para as execuções, patrocinou atividades ilegais de pesca e caça no Vale do Javari, e foi responsável por coordenar a ocultação dos corpos das vítimas. A PF também destacou a presença do crime organizado na região, ligado ao tráfico de pescado ilegal, o que gerou impactos ambientais devastadores e ameaças à segurança de servidores ambientais e das populações indígenas.

O MPF também denunciou Amarildo Oliveira, conhecido como “Pelado”, Jefferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, e Oseney de Oliveira, o “Dos Santos”, como executores dos crimes. A acusação contra Oseney foi retirada do julgamento popular devido à falta de provas substanciais, conforme decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Por outro lado, a participação de Amarildo e Jefferson foi confirmada por suas próprias confissões, o que os tornará réus no tribunal do júri.

Segundo o MPF, a motivação dos assassinatos foi uma disputa envolvendo a fiscalização de pesca ilegal. Bruno, que atuava em defesa dos direitos indígenas, havia solicitado que Dom fotografasse o barco de pescadores ilegais, o que foi considerado um motivo fútil para a ação violenta. A Procuradoria afirmou ainda que os envolvidos já haviam registrado desentendimentos anteriores com Bruno sobre atividades ilegais no território indígena.

A investigação da PF continuou após a denúncia, com o objetivo de entender o “nível de ódio” que levou os criminosos a cometerem os assassinatos. Além dos denunciados, outros pescadores ligados ao crime, alguns familiares de Amarildo, também foram indiciados por participação na ocultação dos corpos das vítimas. O caso continua a ser acompanhado com vigilância pelas autoridades, com o intuito de garantir justiça para Bruno e Dom e desmantelar a rede criminosa que opera na região.

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