Trens do ramal Saracuruna da Supervia ficaram parados por mais de uma hora na tarde desta sexta-feira (6) devido a um tiroteio ocorrido nas imediações da linha férrea, entre os bairros de Cordovil e Brás de Pina, na Zona Norte do Rio. Segundo informações do jornal O Globo, o serviço foi interrompido por medida de segurança, e só voltou a funcionar normalmente por volta das 17h.
Moradores relataram os disparos nas redes sociais e também à imprensa, descrevendo momentos de pânico próximo aos trilhos. Passageiros a bordo dos trens foram obrigados a aguardar a normalização da situação dentro das composições. Muitos expressaram frustração e indignação com a recorrência de confrontos armados que afetam diretamente a mobilidade e a rotina da população.
“Todo dia tiroteio em Cordovil, atrasando a vida do trabalhador que pega trem. Em plena sexta-feira…”, escreveu uma usuária da Supervia no X (antigo Twitter), em publicação que recebeu dezenas de comentários semelhantes.
Apesar dos relatos generalizados sobre os disparos, a Polícia Militar afirmou, em nota, que não havia qualquer operação policial em andamento na região naquele momento. A ausência de uma ação oficial reforçou a hipótese de que os tiros teriam sido resultado de conflitos entre grupos criminosos que disputam território na área, o que é comum em diversos pontos da Zona Norte.
A Supervia, concessionária responsável pelo transporte ferroviário no estado do Rio de Janeiro, informou que a interrupção foi uma medida preventiva, adotada para garantir a segurança dos passageiros e funcionários. A empresa não confirmou se houve danos a equipamentos ou feridos durante a paralisação.
A malha da Supervia atende cinco ramais com 104 estações, transportando milhares de pessoas diariamente. Incidentes como o desta sexta-feira vêm se tornando frequentes, principalmente em trechos que cruzam comunidades sob forte influência do tráfico de drogas ou milícias. A falta de segurança tem sido alvo de críticas tanto de usuários quanto de especialistas em mobilidade urbana, que apontam a necessidade de ações coordenadas entre o governo estadual, forças de segurança e a própria concessionária para garantir o direito de ir e vir da população.
Este não é o primeiro caso recente de paralisação por violência armada no entorno da linha férrea. Em abril, também houve interrupção no mesmo ramal por causa de uma troca de tiros em Parada de Lucas. Em todas as ocasiões, passageiros relataram sensação de abandono e desamparo diante da insegurança constante.






