TRE-RJ suspende 6 partidos por falta de prestação de contas e alerta para risco nas eleições de 2026

REDE, PCO, PRTB, PCB e outras legendas correm contra o tempo para regularizar diretórios estaduais e evitar impedimento de candidaturas no Rio de Janeiro

Seis partidos políticos estão com diretórios estaduais suspensos por não apresentarem prestações de contas obrigatórias à Justiça Eleitoral e podem ficar impedidos de participarem das eleições de outubro. O alerta foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Se não regularizarem a situação até o período das convenções partidárias, entre julho e agosto, as legendas podem ficar impedidas de lançar candidatos ao governo do estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa (Alerj).

Segundo o tribunal, as suspensões decorrem de decisões definitivas da Justiça Eleitoral, sem possibilidade de recurso nos respectivos processos.

Na prática, os partidos ficam sem a chamada “anotação regular” perante a Justiça Eleitoral — condição obrigatória para participação nas eleições. O TRE-RJ foi direto ao afirmar no despacho que os órgãos partidários suspensos “não estão aptos a participar do pleito que se avizinha”.

O despacho do TRE-RJ divide as legendas em diferentes situações administrativas.

Diretórios vigentes, mas suspensos

São partidos que mantêm diretórios ativos no papel, porém bloqueados por falta de prestação de contas:

  • DEMOCRATA (antigo PMB)
    Pendências relativas aos exercícios financeiros de 2015, 2017 e 2018.
  • PCO (Partido da Causa Operária)
    Pendências referentes aos anos de 2018 e 2019.

Diretórios não vigentes e suspensos

Nesses casos, além da suspensão, os diretórios estaduais também estão sem vigência formal no TRE-RJ:

  • PCB (Partido Comunista Brasileiro)
    Contas pendentes de 2018, 2019, 2020 e 2021, além das eleições de 2020.
  • PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro)
    Pendências dos exercícios de 2019 e 2020.
  • REDE Sustentabilidade
    Pendências referentes aos exercícios de 2015, 2016, 2017, 2018 e 2020, além de contas ligadas a eleições suplementares em Cabo Frio e Rio das Ostras.

O despacho também menciona o PSTU na fundamentação da decisão, embora a sigla não apareça na listagem final do anexo divulgado pelo tribunal.

Partidos conseguiram liminares

O documento informa ainda que algumas legendas obtiveram decisões liminares suspendendo temporariamente as punições.

Estão nessa situação: AVANTE; Democracia Cristã (DC) e REDE Sustentabilidade, em parte das pendências.

Nesses casos, as restrições ficam suspensas provisoriamente até julgamento definitivo.

O que significa “contas não prestadas”

Os partidos políticos são obrigados a entregar regularmente à Justiça Eleitoral documentos sobre:

  • receitas e despesas;
  • origem dos recursos;
  • movimentação bancária;
  • aplicação do fundo partidário;
  • balanços contábeis;
  • notas fiscais e comprovantes financeiros.

Quando a legenda deixa de apresentar essas informações, as contas podem ser declaradas “não prestadas”, uma das punições mais severas na área eleitoral.

Entre as consequências estão:

  • suspensão do diretório partidário;
  • impedimento para receber recursos públicos;
  • bloqueio de repasses do fundo partidário;
  • dificuldades para registrar candidaturas;
  • restrições para movimentação financeira eleitoral.

TRE faz alerta sobre dinheiro de campanha

Outro ponto destacado pela decisão envolve o financiamento eleitoral. O TRE-RJ determinou que diretórios municipais suspensos também não poderão transferir recursos financeiros para campanhas estaduais.

Na prática, o bloqueio atinge toda a estrutura partidária irregular, impedindo repasses para sustentar campanhas eleitorais.

A situação dos diretórios partidários pode ser consultada no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), plataforma pública da Justiça Eleitoral.

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