Trabalhadores do IBGE paralisam atividades por 24 horas e protestam contra nova sede

Mudanças no estatuto e gestão de Marcio Pochmann também são alvos de críticas

Funcionários do IBGE realizaram uma greve de 24 horas nesta terça-feira (15), organizada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (AssIBGE). A paralisação ocorreu na Unidade Chile, localizada no Centro do Rio, em protesto contra o plano de transferência dos trabalhadores para o prédio do Serpro, no bairro do Horto. Os funcionários alegam que o novo local é de difícil acesso, com poucas opções de transporte público e uma caminhada de 15 minutos até a sede, além de reclamarem da falta de diálogo com a gestão do IBGE sobre a mudança.

Além da questão da realocação, o sindicato levantou outras pautas. Entre elas, a preocupação com alterações no estatuto do IBGE, que, segundo os trabalhadores, afetariam diretamente as condições de trabalho, a autonomia e a governança da instituição.

Outra reivindicação é a oposição à criação da Fundação IBGE+, que seria uma parceria com a iniciativa privada. Por fim, o sindicato acusa a gestão do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, de autoritarismo e falta de diálogo com os servidores sobre as mudanças planejadas.

Marcio Pochmann, economista indicado pelo governo Lula, assumiu a presidência do IBGE em agosto de 2023. Desde então, sua gestão tem gerado controvérsias, como o recente lançamento de um Atlas Geográfico Escolar com erros no mapa-múndi e informações incorretas sobre períodos geológicos. Esses problemas reforçam as críticas à atual administração, que enfrenta crescente insatisfação entre os funcionários do instituto.

Com informações de Poder 360

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