Tenente da PM de São Paulo é preso por dirigir carro usado na execução de delator do PCC no aeroporto

Com a detenção de Fernando Genauro, investigação avança para identificar mandantes do crime

Na manhã deste sábado (18), o 1º tenente da Polícia Militar Fernando Genauro da Silva (foto) foi preso em Osasco, na Grande São Paulo, por suspeita de ser o motorista do carro usado na execução de Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi levado para a sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e, posteriormente, transferido para o Presídio Romão Gomes, destinado a policiais militares.

Com a prisão de Fernando Genauro, subiu para 16 o número de PMs detidos por envolvimento no caso. A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Segundo as investigações, Gritzbach foi morto em novembro do ano passado no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, após desembarcar com uma mala contendo mais de R$ 1 milhão em joias.

Delator morto revelou esquema de lavagem de dinheiro do PCC

O delator havia firmado acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, no qual revelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC e denunciou policiais envolvidos em corrupção. A execução ocorreu pouco tempo depois.

O esquema de proteção ao PCC, que envolvia vazamento de informações estratégicas por parte de policiais militares, foi descoberto a partir de denúncias anônimas e da análise de dados sigilosos. Entre os presos na operação estão dois oficiais da PM que organizavam escalas para facilitar o trabalho de escolta privada oferecido ao empresário.

Outro envolvido identificado é o cabo Denis Antonio Martins, apontado como o atirador que disparou contra Gritzbach. Denis foi reconhecido por meio de uma tatuagem e sua localização no dia do crime foi confirmada por sinais de telefonia celular.

De acordo com a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o assassinato foi encomendado por integrantes do PCC. A polícia segue investigando a identidade do mandante e não descarta a possibilidade de haver mais de um responsável pelo crime.

Com informações do g1

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