Os candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrentaram-se à noite passada em debate na TV Globo trocando acusações que envolveram os candidatos à Presidência da República, seus padrinhos Lula e Bolsonaro. Discutiram, em vez de temas estaduais, a valorização do salário-mínimo, vacinação, agronegócio, transferência de renda e outras questões de âmbito nacional, segundo relatos publicados pelo Estadão e a Folha. Temas estaduais até apareceram, mas em segundo plano.
Tarcísio e Haddad, contam as reportagens, elevaram a tensão ao discutir o episódio do tiroteio em Paraisópolis, no dia 17, que matou Felipe Silva de Lima, 27 anos, desarmado, durante ato de campanha de Tarcísio naquela comunidade paulistana. A campanha chegou a falar em atentado ao candidato, mas as autoridades de segurança descartaram essa versão. Há denúncias de que Felipe foi executado por alguém da segurança de Tarcísio.
Haddad citou reportagem da Folha em que um cinegrafista da Jovem Pan – Marcos Andrade, que ontem pediu rescisão de contrato – revelou ter recebido ordem de um integrante da campanha de Tarcísio para apagar imagens do tiroteio.
O petista insinuou que a cena do assassinato foi alterada. E Tarcísio o acusou de “fazer sensacionalismo barato com uma coisa tão séria”.
Pesquisa Ipec divulgada terça-feira mostra Tarcísio e Haddad técnicamente empatados: 46% das intenções de voto para o bolsonarista e 43% para o petista. Tarcísio venceu o primeiro turno com 42,3% dos votos válidos, enquanto Haddad somou 35,7%.





