O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teve uma das reações mais enfáticas à prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22). Apontado como principal nome para assumir o protagonismo eleitoral da direita em 2026, ele afirmou que a decisão que levou o ex-presidente à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, atenta contra o princípio da dignidade humana.
Segundo ele, Bolsonaro tem enfrentado ataques e injustiças com firmeza e coragem. Em sua declaração, ele afirmou que tirar um homem de 70 anos de sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando laudos e apelos de diversas fontes, é irresponsável e viola direitos básicos.
O governador reafirmou que, em sua visão, Bolsonaro é inocente e disse que seguirá ao seu lado até que a situação seja revertida.
Visita cancelada após decisão do STF
Tarcísio havia obtido autorização do ministro Alexandre de Moraes para visitar Bolsonaro no condomínio em Brasília no dia 10 de dezembro, encontro que já estava agendado.
Com a prisão preventiva decretada neste sábado, todas as visitas foram canceladas, e novos pedidos precisam ser apresentados ao Supremo. Também estavam previstas visitas dos governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ronaldo Caiado, de Goiás.
Reações de outros governadores
A prisão provocou reação de aliados do ex-presidente em diferentes estados. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que a injustiça prevaleceu. Já o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, declarou que, para qualquer espectador externo, a situação brasileira é no mínimo confusa, em referência à decisão que levou Bolsonaro à prisão.
A ordem de prisão foi decretada após o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal informar a Moraes a ocorrência de violação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro.
Segundo o ministro, a ruptura ocorreu às 0h08 deste sábado e indicaria intenção de fuga, potencialmente facilitada pela confusão gerada pela manifestação convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Moraes afirmou que o episódio reforça a necessidade da prisão preventiva diante dos riscos à ordem pública e ao cumprimento das medidas cautelares.






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