O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi alvo de críticas por parte de deputados bolsonaristas após celebrar o “Orgulho Gay”. Nessa segunda-feira (25), a página da Secretaria de Justiça de São Paulo comemorou a data e destacou políticas de combate à LGBTfobia. Com um arco-íris no início do texto, o Instagram oficial da pasta anunciou:
“A Secretaria de Justiça de São Paulo, por meio da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual (CDPS), reafirma o seu compromisso na promoção de políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+.”
“Desde 2009, a CDPS promove campanhas, palestras, projetos e ações visando à efetiva atuação em favor do respeito à dignidade da pessoa humana da população LGBTQIA+, independentemente da orientação sexual e da identidade de gênero.”
Segundo Paulo Cappelli, do Metrópoles, a exaltação de uma pauta pouco alinhada ao conservadorismo gerou irritação entre os deputados bolsonaristas.
“Que absurdo!”, escreveu Frederico Dávila.
“A Secretaria de Justiça deveria estar preocupada com a composição do Condepe [Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana] e a escolha do ouvidor das polícias. Mas a preocupação é lacrar!”, postou Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”.
As críticas dos bolsonaristas ao secretário de Justiça, Fábio Pietro, já vinham ocorrendo antes da celebração do Orgulho Gay. Nos bastidores, Pietro foi criticado por não agir para contornar a decisão judicial que buscava impedir Michelle Bolsonaro de receber o título de cidadã paulistana no Theatro Municipal. A homenagem só ocorreu na segunda-feira (25) após o vereador Rinaldi Digilio pagar pelo aluguel do espaço.
Bolsonaristas cobram maior alinhamento de governadores eleitos com o apoio do ex-presidente, como é o caso de Tarcísio. Especialmente no que classificam como “guerra política”, de enfrentamento a Lula, e “guerra jurídica”, uma vez que Bolsonaro se diz alvo de perseguição de setores do Judiciário.





