A Polícia Federal descobriu que um dos suspeitos de invadir o perfil da primeira-dama Janja da Silva no X (ex-Twitter) usava uma rede privada virtual (VPN) ligada à Albânia, informa Bela Megale. No Globo. O recurso dificulta a identificação do computador pelas autoridades.
O suspeito é João Vitor Corrêa Ferreira, 25 anos, de Ribeirão das Neves (MG). Ele foi alvo de busca e apreensão na terça-feira passada. Ele negou envolvimento no ataque hacker, mas disse que conhece o menor de idade que confessou o crime. A PF acredita que eles agiram juntos.
Ferreira disse aos policiais que usava a VPN porque tinha um perfil ofensivo nas redes e era ameaçado por seguidores. Ele também disse que usava o recurso para evitar anúncios em seus jogos online.
Sobre sua relação com menor de idade que assumiu a invasão da conta da primeira-dama, Ferreira disse que ele é seu maior fã e que o adolescente comentava todos os vídeos e músicas que postava. Afirmou que os dois conversam há cerca de um ano por Facebook e Youtube, mas que não possuem relação de proximidade. Disse ainda que acredita que o menor de idade seja bolsonarista pelos conteúdos de política que costuma publicar.
O investigado relatou que teve canções e contas excluídas de redes sociais pelo cárter ofensivo de suas criações. Contou ainda que chegou a receber transferências pelas músicas, que lhe rendiam menos de R$ 500 mensais.
Sobre o discurso de ódio, com teor racista e misógino de suas canções, Ferreira disse que o conteúdo seria irônico. A PF tem provas no sentido posto. Para os policiais, o investigado é classificado como “incel”, ou seja, um “celibatário involuntário”. O termo faz referência a membros de um grupo visual que se definem como incapazes de encontrar um parceiro romântico ou sexual, apesar de desejarem ter um, estado que descrevem como inceldom. Os investigadores apontam que os “incels” integram um grupo radical que dissemina discurso de ódio e uma visão de mundo de supremacistas masculinos.





