O BioParque do Rio, na Zona Norte da capital fluminense, voltou a fechar as portas nesta quarta-feira (30) após a confirmação da morte de mais quatro aves por gripe aviária. Segundo a administração do parque, três marrecos e uma maritaca morreram em uma área diferente daquela já afetada anteriormente pelo surto da doença.
A decisão de interromper temporariamente as atividades foi tomada como medida preventiva, seguindo protocolos internacionais de biossegurança. Em nota, o parque afirmou que a suspensão das visitas tem como objetivo preservar a segurança de animais, funcionários e do público.
“Estamos atuando em conjunto com as autoridades competentes e seguindo rigorosamente os protocolos sanitários para controlar o surto”, informou a equipe técnica do BioParque.
Novos óbitos e expansão da área afetada
Com as quatro novas mortes, o número total de aves vítimas da Influenza Aviária no parque chegou a 22. Entre os animais mortos estão 16 galinhas-d’angola, dois pavões, seis marrecos e uma maritaca. O fato de os casos mais recentes terem ocorrido em uma área diferente da original acendeu um alerta entre os responsáveis pela gestão do local e reforçou a necessidade de fechamento emergencial.
O parque, que é um dos principais atrativos turísticos da cidade e tem foco na preservação e educação ambiental, havia sido reaberto recentemente após uma primeira leva de contaminações. A nova suspensão reforça a gravidade da situação sanitária e a necessidade de vigilância contínua.
Avanço da gripe aviária em aves domésticas
A crise teve início na última semana, quando o governo do estado do Rio de Janeiro confirmou os primeiros casos de gripe aviária em aves classificadas como domésticas. O vírus foi detectado inicialmente em nove galinhas-d’angola que morreram no BioParque. A confirmação veio de um laboratório federal localizado em Campinas (SP), especializado em diagnóstico animal.
Até então, os 31 registros anteriores de Influenza Aviária no estado haviam sido restritos a aves silvestres migratórias. A ocorrência em animais domesticados dentro de um ambiente controlado como o BioParque representa um novo estágio da doença e preocupa autoridades sanitárias.
Medidas e reembolsos
A administração do parque orienta os visitantes que já adquiriram ingressos a solicitarem o reembolso pelos canais oficiais. Ainda não há previsão para a reabertura das instalações. Enquanto isso, equipes especializadas continuam monitorando os animais e intensificando as ações de controle sanitário.
A situação no BioParque reforça a importância da vigilância epidemiológica em ambientes que concentram diferentes espécies de animais e que recebem grande fluxo de visitantes. A gripe aviária, embora raramente afete seres humanos, pode causar surtos graves entre aves e provocar impactos econômicos e ambientais relevantes.
O caso segue sendo acompanhado por autoridades federais e estaduais de saúde animal, e novas atualizações devem ser divulgadas nos próximos dias.






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