O Bioparque, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, reabre nesta quinta-feira (21) após duas semanas sem novos casos de gripe aviária. O espaço estava fechado desde 30 de julho, quando 19 aves — 16 galinhas-d’angola e 3 pavões — morreram devido ao vírus. A contaminação foi confirmada por um laboratório federal em Campinas, representando o primeiro registro de gripe aviária em aves domésticas no estado.
Segundo a Secretaria de Agricultura, nenhum tratador apresentou sintomas, e não há casos da doença em humanos no Brasil. A área conhecida como Savana, onde ocorreu a contaminação, permaneceu interditada por ser aberta e permitir contato entre aves domésticas e silvestres. Especialistas suspeitam que o vírus tenha sido trazido por espécies migratórias.
Medidas preventivas e cuidados reforçados
Para reduzir o risco de novos surtos, o Bioparque instalou telas de proteção em viveiros, como o dos flamingos, impedindo a entrada de aves livres. O diretor técnico, Marcos Traad, afirmou: “Estamos restringindo os recintos, cobrindo alimentos e adotando medidas que diminuem a frequência de aves silvestres no parque”.
Além das barreiras físicas, a equipe reforçou os cuidados diários com a observação dos animais e monitoramento constante de qualquer sinal de doença. Essas ações fazem parte de um protocolo de segurança que será mantido mesmo após a reabertura.
Conscientização e entrada gratuita para crianças
A reabertura do Bioparque também será marcada pelo lançamento de uma campanha educativa sobre a gripe aviária. Durante todo o mês de agosto, crianças terão entrada gratuita, incentivando a visitação familiar e a conscientização sobre cuidados com a saúde animal.
O parque espera que essas medidas, combinadas com a vigilância constante, previnam novos episódios e garantam segurança para aves e visitantes. O Bioparque segue como referência no cuidado com animais silvestres e domésticos, unindo educação ambiental e proteção da biodiversidade.






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