STJ concede liberdade a Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio

Delegado estava preso desde maio acusado de ligação com o jogo do bicho e de planejar a morte de Rogério de Andrade

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por unanimidade, a soltura do delegado Allan Turnowski, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, que estava preso desde 6 de maio. A decisão foi tomada na terça-feira (12), segundo Metrópoles, e deve ser cumprida nas próximas horas. Turnowski é acusado de envolvimento com o jogo do bicho e suspeito de planejar o assassinato do contraventor Rogério de Andrade.

A defesa, representada pelo advogado Ary Bergher, argumentou que o delegado vinha respondendo ao processo em liberdade havia quase três anos, sem descumprir medidas cautelares, e que a prisão recente foi decretada sem fato novo e por magistrado sem competência legal para o caso.

Delegado deve entregar seu passaporte

Os ministros do STJ acolheram o pedido de habeas corpus e determinaram que Turnowski seja liberado imediatamente, mediante o cumprimento de condições como a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país, de acessar unidades da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública do Rio e de manter contato com outros investigados.

Em 17 de junho deste ano, Turnowski havia sido solto por decisão liminar do desembargador Marcius da Costa Ferreira, mas, menos de um mês depois, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio determinou, também por unanimidade, seu retorno à prisão.

Retomada do Complexo do Alemão resultou em 28 mortes

Com 54 anos, Allan Turnowski comandou a Polícia Civil do Rio em dois períodos: de 2009 a 2011 e novamente a partir de 2020. Foi responsável por grandes operações, como a retomada do Complexo do Alemão e a ação no Jacarezinho, em 2021, que resultou na morte de 28 pessoas e entrou para a história como a mais letal do estado.

Deixou o cargo no início de 2022 para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL, com apoio do governador Cláudio Castro. Ao longo da carreira, recebeu mais de 30 condecorações, mas também foi alvo de investigações, incluindo a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, em 2011, que apurava o vazamento de informações para traficantes e milicianos.

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