STF já tem maioria de votos para rejeitar recursos de Bolsonaro sobre acesso a investigações envolvendo Mauro Cid

Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino e Luiz Fux, da Primeira Turma, já votaram; faltam os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta sexta-feira (18) para rejeitar recursos apresentados por Jair Bolsonaro (PL) em relação à investigação sobre o vazamento de dados sigilosos da Polícia Federal (PF). Além disso, a turma também negou a solicitação de acesso à delação premiada de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid.

O julgamento está acontecendo no plenário virtual, onde os votos contrários aos recursos foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, Flávio Dino e Luiz Fux. A Primeira Turma também é composta pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

No primeiro recurso, a defesa de Bolsonaro questiona a decisão de Moraes, que autorizou uma análise detalhada da quebra de sigilo dos dados telemáticos do militar. Esses dados são fundamentais para a investigação que apura o vazamento de informações relacionadas a uma apuração da PF sobre uma suposta vulnerabilidade do sistema eleitoral.

A defesa alega que a decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão de Augusto Aras, ter solicitado o arquivamento do caso. Porém, o magistrado argumentou que a ordem foi emitida antes desse parecer e que não se trata de nova prova.

No segundo recurso, Bolsonaro busca acesso à delação premiada de Cid, que o envolveu em várias investigações, incluindo uma sobre suposta tentativa de golpe de Estado. Moraes destacou que não há previsão legal para que delatados tenham acesso ao conteúdo da colaboração enquanto houver investigações em andamento.

O ministro também afirmou que o STF tem um entendimento consolidado sobre as restrições ao acesso a delações premiadas. Ele disse que, no momento adequado do processo, os investigados poderão se manifestar sobre a colaboração, e a Justiça avaliará a eficácia da delação.

“As investigações relacionadas a esses tópicos gerais estão em regular trâmite nesta Suprema Corte, com diversas diligências em andamento, o que, nos termos da fundamentação acima delineada, impede o acesso [por Bolsonaro] aos depoimentos de Mauro Cid no âmbito de colaboração premiada”, escreveu Moraes. 

Com informações do Estadão.  

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