A realização do show da cantora Shakira em Copacabana, na Zona Sul do Rio, mobilizou uma grande estrutura de atendimento em saúde pública e resultou em 400 atendimentos médicos ao longo do evento, segundo dados divulgados pela Prefeitura.
A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, que instalou três postos médicos em pontos estratégicos da orla. As unidades funcionaram desde o início da tarde de sábado (2) até a madrugada de domingo (3), acompanhando o fluxo intenso de público durante o evento “Todo Mundo no Rio”.
Entre os casos atendidos, os principais registros foram de mal-estar, pequenos traumas e intoxicação por consumo de bebida alcoólica. Do total de atendimentos, 64 pacientes precisaram ser transferidos para hospitais municipais, como o Miguel Couto, na Gávea, e o Souza Aguiar, no Centro.
Estrutura reforçada
Para dar conta da demanda, a estrutura montada contou com 36 leitos, incluindo seis destinados a casos mais graves, além de 45 poltronas de hidratação. Ao todo, 320 profissionais participaram da operação, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e equipes de apoio.
Outro destaque foi a atuação de maqueiros espalhados pela multidão, responsáveis por localizar pessoas que precisavam de atendimento e encaminhá-las aos postos médicos. As remoções mais complexas foram feitas por ambulâncias com suporte de UTI, com equipes especializadas.
A Central Municipal de Regulação foi responsável por organizar o encaminhamento dos pacientes para as unidades hospitalares, garantindo agilidade no atendimento.
Prevenção e vigilância
Além dos atendimentos emergenciais, a Prefeitura também promoveu ações de prevenção durante o evento. Um ponto de vacinação foi montado próximo ao Copacabana Palace, oferecendo imunização contra doenças como gripe, sarampo, caxumba, rubéola, tétano e febre amarela.
Equipes de saúde também distribuíram preservativos, materiais informativos e realizaram orientações sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Uma unidade móvel disponibilizou autotestes de HIV ao público.
A Vigilância Sanitária realizou inspeções em estabelecimentos e serviços de alimentação, enquanto equipes de vigilância epidemiológica monitoraram o cenário antes, durante e após o evento, com acompanhamento previsto por até quatro semanas.






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