STF intima deputado bolsonarista Gustavo Gayer para responder a denúncia de racismo

Parlamentar foi um dos que discursaram no ato da Avenida Paulista, no último fim de semana, organizado por Bolsonaro

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, emitiu uma intimação ao deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Ele deve apresentar uma resposta à denúncia por injúria e racismo, formulada pela Procuradoria-Geral da República em novembro do ano passado. Caso seja condenado a mais de quatro anos de prisão, a PGR solicita que seja declarada a perda do mandato.

Em junho de 2023, durante sua participação no podcast “Três Irmãos”, Gayer fez declarações polêmicas. Afirmou que “quase todos os países lá [na África] são [governados por] ditadores” e que a democracia não prospera na região porque “você tem de ter um mínimo de capacidade cognitiva para entender entre o bom e o ruim, entre o certo e o ruim”.

O deputado respondia ao apresentador do programa, Rodrigo Arantes, que havia mencionado o QI médio na África. Arantes também foi denunciado pela PGR.

Nas redes sociais, Gayer ainda respondeu a uma postagem de Silvio Almeida, chamando o ministro dos Direitos Humanos de “analfabeto funcional ou completamente desonesto”.

A ministra também determinou que a rede social X (antigo Twitter) preserve e envie uma cópia digital da publicação em que o deputado ofende o ministro.

Essa ação da PGR foi uma resposta a denúncias apresentadas por parlamentares como Célia Xakriabá, Erika Hilton, Luciene Cavalcante e Talíria Petrone, do PSOL, e pelo próprio Silvio Almeida.

Gayer foi um dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que discursaram no ato liderado pelo ex-presidente no domingo (25). Na ocasião, ele afirmou que “desde o 8 de janeiro que pessoas que usam verde e amarelo são perseguidas”.

Conforme mostrado pelo Painel, Gayer se declarou pardo ao concorrer ao cargo de prefeito de Goiânia (GO) em 2020 e branco ao disputar o posto que ocupa atualmente, em 2022.

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