A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal abre nesta terça-feira (2), às 9h, um julgamento que pode marcar a história política do país. O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados de confiança respondem por participação em uma trama golpista que tinha como objetivo reverter o resultado das eleições de 2022. Todos fazem parte do núcleo considerado crucial na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O processo terá oito sessões, já agendadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A expectativa é que a primeira audiência seja dedicada à leitura do relatório e às manifestações das defesas e da acusação, comandada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os votos dos ministros devem ser proferidos apenas nas etapas seguintes, quando poderá ser definida a condenação ou absolvição dos réus. Caso sejam considerados culpados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Entenda o processo
Segundo a denúncia da PGR, os réus participaram da elaboração do plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa medidas extremas, como o sequestro ou assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Também estão no centro das acusações a chamada “minuta do golpe”, documento que teria circulado entre os investigados e que previa decretar estado de defesa e de sítio para impedir a posse de Lula. Além disso, os atos de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas, também são atribuídos ao núcleo de acusados.
O julgamento, que terá repercussão direta na política e nas Forças Armadas, deve se estender ao longo de setembro e será acompanhado de perto tanto por aliados quanto por críticos do ex-presidente.






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