Seop inicia demolição em quiosque no mirante do Leblon após ordem de Eduardo Paes

Fiscalização constatou que o estabelecimento não tinha licença para erguer estrutura de alvenaria que bloqueava vista do ponto turístico. Prefeito usou as redes sociais mais cedo para anunciar a derrubada da estrutura

A resposta da Prefeitura do Rio à construção que tapava a vista panorâmica da cidade num quiosque no mirante do Leblon foi rápida e com marretas. Poucas horas após o prefeito Eduardo Paes (PSD) ir às redes sociais criticar a estrutura e anunciar a derrubada, equipes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) iniciaram a demolição do anexo ainda na manhã desta segunda-feira (8).

No local, aliás, a fiscalização constatou que, ao contrário do que temia o prefeito, não houve um “gênio da prefeitura” autorizando a obra: a construção era totalmente irregular. Segundo a Seop, o proprietário do quiosque tinha permissão apenas para colocar tapumes e reformar a estrutura interna de madeira. No entanto, ele ergueu um anexo de alvenaria de aproximadamente 24m² — muito acima do permitido.

A norma urbanística para o local autoriza apenas estruturas leves, predominantemente em madeira, com dimensões máximas de 2m x 2m. Além do puxadinho de tijolo que tapava a vista para o mar, a fiscalização encontrou outras irregularidades, como um banheiro em contêiner e a instalação de dez postes com luminárias na área externa, fixados sem licença em um trecho que já conta com iluminação pública.

Promessa é dívida

Mais cedo, pelas redes sociais, Paes havia classificado a obra como um “absurdo” e questionado quem teria autorizado a intervenção. “Não sei quem foi o gênio da prefeitura que autorizou essa obra com direito a um banheiro tapando uma das vistas mais incríveis da cidade. A demolição não passará de amanhã”, escreveu — de fato, não passou.

A previsão da Seop é que toda a estrutura ilegal venha abaixo ainda hoje. O quiosque original, que respeita as medidas determinadas pela legislação, será preservado.

Fim de semana de ajustes

Esta é a segunda intervenção direta de Paes sobre o ordenamento urbano nas últimas 24 horas. No domingo (7), o prefeito já havia mandado retirar placas metálicas instaladas na Lagoa Rodrigo de Freitas após reclamações de que as estruturas invadiam a ciclovia, traziam risco aos ciclistas e ainda bloqueava a vista para a tradicional Árvore de Natal da Lagoa, que voltou a iluminar a região no último sábado (6) e permanecerá montada até 6 de janeiro.

“Já determinei a nossa Cet-Rio que retire essas placas horrorosas que colocaram na lagoa. Geram insegurança além de impedirem acesso a deslumbrante paisagem carioca. Vamos agir com a guarda municipal para evitar congestionamentos”, escreveu o prefeito na ocasião.

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