Escolhido para relatar no Senado o projeto aprovado pela Câmara que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Esperidião Amin (PP-SC) sinalizou que tende a apoiar o texto. As declarações foram dadas a Bernardo Mello Franco, de O Globo.
No início da manhã, Amin afirmou que a proposta terá tratamento técnico e cuidadoso, mas destacou que sua convicção pessoal já é conhecida: “Sempre defendi a anistia”, disse. Apesar disso, o senador evitou antecipar o teor do voto.
Senador diz que tema é “urgente” e promete “bom senso”
Amin afirmou que ainda vai estudar o projeto, avaliar as emendas que serão apresentadas e ouvir outros parlamentares. “O que posso prometer é bom senso. Vou procurar ouvir os colegas e ver as emendas que serão apresentadas. O assunto é urgente”, declarou.
Segundo ele, a expectativa é levar o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira, dando início à análise formal da matéria no Senado.
Disputa interna na direita catarinense pressiona Amin
A posição do senador vem em meio a um cenário de tensão dentro da direita em Santa Catarina. Amin tem o apoio do governador Jorginho Mello (PL-SC) para buscar a reeleição em 2026, mas enfrenta resistência de nomes do bolsonarismo.
Carlos Bolsonaro (PL), vereador no Rio de Janeiro, e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) reivindicam as vagas da chapa ao Senado alinhada ao ex-presidente. O movimento aumenta a pressão sobre Amin em um momento decisivo para sua atuação como relator de um projeto de interesse direto do bolsonarismo.






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