Sem disfarces: manobra de Mendonça paralisa plenária do STF que julgaria decisão insólita de Nunes Marques

Não há mais disfarce no STF, pelo menos por parte dos ministros ligados a Jair Bolsonaro e nomeados por ele. Nunes Marques e André Mendonça, ambos com vinculos com o presidente da Repúiblica, estão agindo de forma combinada ou conjunta para fazer valer os pleitos governistas. André Mendonça esperou que passasse apenas 1 minuto da…

Não há mais disfarce no STF, pelo menos por parte dos ministros ligados a Jair Bolsonaro e nomeados por ele. Nunes Marques e André Mendonça, ambos com vinculos com o presidente da Repúiblica, estão agindo de forma combinada ou conjunta para fazer valer os pleitos governistas.

André Mendonça esperou que passasse apenas 1 minuto da abertura do prazo para a realização do plenário virtual que julgaria a decisão insólita de Nunes Marques anulando a cassação de um bolsonarista pelo TSE para pedir vista do processo e impedir, assim, o julamento solicitado pela relatora do caso, Carmen Lúcia.

Com esta manobra, fica valendo a artimanha de Nunes Marques, que enviou o exame de seu comportamento jurídico surpreendente para a segunda turma do Supremo, onde o ministro que devolveu o mandato a Francischini, cassado pelo TSE, tem mais chance de ver aprovada a sua decisão.

Veja a notícia:

O ministro André Mendonça paralisou o julgamento virtual que analisaria a cassação do deputado bolsonarista Fernando Francischini (União-PR). A votação de todos os 11 ministros do STF foi aberta à meia-noite desta terça-feira (7). Mendonça pediu vista do processo à 0h01. Com isso, o julgamento está paralisado até que ele devolva o processo para análise. Não há prazo definido para que isso aconteça. O processo foi incluído na pauta do plenário virtual pelo presidente do STF Luiz Fux, após pedido da ministra Cármen Lúcia devido a um recurso contra a decisão de Nunes Marques. Apesar disso, o ministro Kassio Nunes Marques submeteu à Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a decisão tomada por ele, na semana passada, que suspendeu a cassação.

Na Segunda Turma a sessão é presencial, mas limitada a cinco membros: Nunes Marques, André Mendonça, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Na noite desta segunda (6), a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou ao STF recurso em que recomenda a manutenção da cassação de Francischini.

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