Segundo relatórios sigilosos da PF, delegado preso no caso Marielle também está envolvido com lavagem de dinheiro

Rivaldo Barbosa e a esposa prestavam serviço para empresas que não precisavam

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Para quem ficou impressionado com o relatório de quase 500 páginas da PF sobre o caso Marielle, um aviso: foi produzido um outro material tão extenso quanto o que foi tornado público. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O GLOBO.

Cada agente envolvido na investigação produziu um relatório e os documentos foram resumidos no texto final. Eles contêm diversas revelações de temas específicos que, por enquanto, estão sob sigilo.

Alexandre de Moraes só vai liberar a papelada quando for feita a denúncia ao STF pela PGR.

Um exemplo do potencial desses relatórios temáticos diz respeito a Rivaldo Barbosa, um dos três presos no domingo passado.

Ali, há indícios gritantes de lavagem de dinheiro. As duas empresas de consultoria de segurança de Érika, mulher do delegado, a quem a PF acusa de ser testa-de-ferro do marido, tinham em suas carteiras vários clientes, muitos deles companhias de grande porte, que não necessitavam dos serviços que contratavam.

Mais: cerca de 60% do dinheiro recebido pelas empresas do casal (uma delas não tinha nem funcionários) era retirado em espécie.

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