Após a confirmação de que seis pacientes transplantados no Rio de Janeiro foram infectados com HIV, a secretária de Saúde do estado, Cláudia Mello, reafirmou a segurança do Sistema de Doação de Órgãos em entrevista ao g1 e RJ1. O erro, identificado no laboratório PCS Lab Saleme, responsável pelos exames dos doadores, levou à interdição da unidade privada de Nova Iguaçu, contratada para realizar a sorologia.
“O sistema é seguro e permanecerá seguro. Esse foi um caso sem precedentes que a gente vai buscar todo momento alguma ação necessária pra corrigir, se houver, mas o sistema é seguro e está mantido seguro
Desde 2006, o serviço de transplantes do Rio já salvou mais de 16 mil vidas, segundo Mello, que pediu confiança no sistema. O incidente, inédito na história do serviço, foi descoberto em 10 de setembro, quando um paciente apresentou sintomas neurológicos e testou positivo para HIV após receber um coração em janeiro. Outros dois receptores de rins também resultaram positivos.
A primeira coleta do laboratório, realizada em janeiro, não indicou reagente para HIV. No entanto, uma doadora testou negativo em maio, levando a SES-RJ a confirmar que os rins doados e o fígado resultaram em infecções. A paciente que recebeu o fígado faleceu devido a problemas de saúde anteriores, sem relação direta com a infecção.
A secretária afirmou que a primeira medida foi transferir todos os exames de sorologia dos doadores do PCS Lab Saleme para o Hemorio, iniciando em 13 de setembro, e que o Hemorio retestará o material de 286 doadores. O Ministério da Saúde também investiga o caso, que é acompanhado pela Coordenadoria Estadual de Transplantes e pela Vigilância Sanitária.
Com informações do g1
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