Ministério da Saúde abre auditoria própria para investigar casos de infectados por HIV no Rio e adverte que caso é inadmissível

Ministra afirma que pasta está investigando o caso em colaboração com o Sistema Nacional de Transplantes do Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde do estado e a Anvisa

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, classificou como “inadmissível” o caso de seis pessoas que testaram positivo para HIV após receberem órgãos transplantados nos sistemas de saúde do estado do Rio.

— É um episódio inadmissível. Estamos com o Ministério da Saúde atuando desde o primeiro momento em que o primeiro caso foi notificado. Estamos trabalhando em várias frentes — declarou a ministra durante um evento em Brasília nesta terça-feira (15).

Trindade informou que o Ministério da Saúde está investigando o caso em colaboração com o Sistema Nacional de Transplantes do Rio de Janeiro, a Secretaria de Saúde do estado e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a pasta abriu uma auditoria própria e acionou a Polícia Federal (PF) para atuar na apuração

— É um caso que não pode ser admitido, algo inusitado que nunca aconteceu e que não pode ser tolerado. (…) um caso como esse tem que ser investigado por que ele foge a regras e controles que existem.

Na última sexta-feira, o Ministério da Saúde determinou uma auditoria urgente pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denusasus) no sistema de transplante do Rio de Janeiro, além da apuração de eventuais irregularidades.

A pasta pretende endurecer as regras para a escolha de laboratórios que realizem os testes de infecção em processos de transplante de órgãos. Segundo o governo do estado, o erro aconteceu nos testes realizados antes da autorização do transplante.

O laboratório PCS Lab Saleme, contratado pelo governo do Rio de Janeiro para atender o programa de transplantes, foi interditado após a Anvisa encontrar uma série de irregularidades durante a fiscalização.

Com informações de O Globo.

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