Seca severa que castiga Amazonas leva escolas ribeirinhas do Rio Negro a encerrar ano letivo mais cedo

A seca severa que atinge o Amazonas levou a Prefeitura de Manaus a encerrar o ano letivo na rede municipal de ensino de comunidades ribeirinhas do Rio Negro. A capital amazonense está em situação de emergência por conta da seca severa que atinge 60 dos 62 municípios do Amazonas. Em Manaus, os termômetros do Instituto Nacional…

A seca severa que atinge o Amazonas levou a Prefeitura de Manaus a encerrar o ano letivo na rede municipal de ensino de comunidades ribeirinhas do Rio Negro. A capital amazonense está em situação de emergência por conta da seca severa que atinge 60 dos 62 municípios do Amazonas.

Em Manaus, os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na estação convencional marcaram ontem (2) 39,7ºC – a maior temperatura já registrada.

Às margens da área urbana de Manaus, o Rio Negro está medindo 15 metros. No entanto, em alguns pontos, o rio pode estar ainda mais baixo. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a previsão é de que a seca do Rio Negro atinja o ápice na segunda quinzena de outubro.  

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o término das aulas nas escolas ribeirinhas, que seria no próximo dia 17, foi antecipado para esta quarta-feira (4). Devido à estiagem que se aproxima de uma marca histórica neste ano, professores e alunos encontram dificuldade na locomoção até as unidades escolares.

A pasta informou ainda que o calendário das escolas do Rio Negro é diferenciado devido à cheia e à vazante dos rios, por isso iniciam em janeiro e finalizam em outubro, conforme às especificidades climáticas da região amazônica.

“O respectivo calendário letivo é amparado pelo artigo 23 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e visa garantir os 200 dias letivos e 800 horas previstos pela legislação, para não causar prejuízos aos alunos, no processo de ensino e aprendizagem”, disse a secretaria.

“Nós já estamos com praticamente 95% do calendário letivo concluído, porque lá as aulas iniciam antes. Então, os alunos das 48 escolas que temos nas 55 comunidades ribeirinhas vão passar a ter o ensino remoto. Nós estaremos também enviando mantimentos nos próximos dias para essas famílias”, disse o prefeito David Almeida.

Já nas escolas do Rio Amazonas, que obedecem ao calendário regular da Secretaria de Educação, os alunos entraram em calendário especial, com aulas remotas e a cada quinze dias a equipe pedagógica da prefeitura analisará a possibilidade do retorno das atividades presenciais.

Com informações do G1.

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