Manaus está vivendo a pior seca em 121 anos. Nesta segunda-feira (16), o Rio Negro marca 13,59 metros. O Porto de Manaus mede o nível do Rio Negro desde 1902. Até então, a maior vazante já registrada tinha sido em 2010, ano em que o Rio Negro desceu para 13,36 metros.
Em 2023, em quase toda a orla da capital, o cenário é o mesmo: rio “sumiu” e deu lugar a bancos de areia e pequenos filetes de água. Os principais pontos turísticos de Manaus tiveram seus cenários alterados pelo fenômeno.
Desde o fim de setembro, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência na capital. Naquele mês, o Rio Negro media pouco mais de 16 metros, três metros a mais do que o registrado atualmente.
Em meio a uma estiagem sem precedentes, a maior bacia hidrográfica do mundo, a Amazônica, minguou. Rios caudalosos cercados por floresta estão reduzidos agora a fiapos d’água, evidenciando bancos de areia e barrancos. A perspectiva é que, nos próximos dias, alguns de seus afluentes atinjam cotas mínimas recordes. A navegação, principal meio de transporte, está comprometida.
Moradores de áreas mais isoladas já sofrem com o desabastecimento de comida, itens de higiene e remédios, além da falta de energia. Em algumas comunidades, ribeirinhos cavam o chão rachado em busca de água. Imagens de botos e peixes mortos pela seca histórica rodam o mundo.
No Amazonas, 51 das 62 cidades do estado decretaram emergência. Mais de 392 mil pessoas foram afetadas até o momento, e 800 comunidades em unidades de conservação estão completamente inacessíveis por terra e rios. Helicópteros das Forças Armadas levam insumos básicos a esses vilarejos. Para não prejudicar o ano letivo, o governo estadual adotou a mesma estratégia da pandemia do coronavírus, e crianças isoladas estão tendo aulas em casa, via satélite.
Com informações do G1.





