A saída de Rodrigo Bacellar do PL é fruto de um acordo costurado há meses. O empurrão, foi o racha do partido na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em fevereiro, vencida por ele, contra Jair Bittencourt (PL) – o motim de última hora foi articulado pelo presidente estadual da legenda e deputado federal, Altineu Côrtes.
Vendo que não conseguiria vencer o campista, teve que recuar, mas a ferida ficou aberta. O convite para ingressar no União Brasil surgiu em março, com a promessa de ser o presidente da legenda no estado e o principal articulador das eleições de 2024. Era o sinal para a mudança de ares.
Não foi por acaso que seu advogado, Hariman Araújo, levou a carta de anuência da direção do partido para o TRE. Ou seja, era o sinal de uma separação amigável. No recesso de julho, o presidente intensificou as tratativas e conseguiu o sinal verde do próprio Altineu Côrtes.
Mesmo sem se desfiliar oficialmente do PL, Bacellar já vinha ditando as regras na nova sigla. A expectativa agora é saber quantos aliados conseguirá arrebanhar na Alerj para disputar as eleições municipais. Na lista, por exemplo, já constam nomes como o de Rodrigo Amorim (PTB), na briga pela Capital; Valdecy da Saúde (PL), em São João de Meriti; e até a petista Carla Machado, sua aposta em Campos.





