Saiba quem eram as vítimas do avião que caiu em Campo Grande

Vítimas são a pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff e o piloto Henrique Martin; resgate enfrentou dificuldades para chegar ao local

Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta sexta-feira (3) nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande (MS), provocando a morte das duas pessoas que estavam a bordo. As vítimas foram identificadas como a pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff e o piloto Henrique Martin.

O acidente ocorreu por volta das 6h30 e será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apurará as causas da queda.

Neblina pode ter influenciado

Segundo as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, a aeronave havia acabado de decolar de um aeródromo quando tentou pousar em uma pista privada.

A principal hipótese inicial é que o piloto tenha buscado uma alternativa devido à forte neblina que reduzia significativamente a visibilidade em Campo Grande nas primeiras horas da manhã. O fenômeno também deixou ruas e avenidas molhadas e dificultou as condições de voo.

As circunstâncias do acidente ainda serão analisadas pelas autoridades.

Quem era Lydia Möcklinghoff

Lydia Theresia Möcklinghoff era pesquisadora, jornalista e zoóloga. Ela dedicava grande parte de seus estudos ao Pantanal, onde realizava pesquisas de campo desde o fim dos anos 2000.

Em uma de suas obras, classificou o Pantanal como o “paraíso animal mais rico do mundo”. Entre seus principais trabalhos estava a pesquisa sobre o tamanduá-bandeira e outras espécies da fauna brasileira.

Pouco antes do acidente, Lydia havia retornado de uma viagem ao Rio de Janeiro e seguia desenvolvendo pesquisas no Centro-Oeste. Em suas redes sociais, compartilhava registros da biodiversidade brasileira e curiosidades sobre diferentes espécies animais.

Resgate enfrentou dificuldades

O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe.

Duas equipes do Corpo de Bombeiros, além de unidades de resgate e combate a incêndio, foram mobilizadas. Conforme informações apuradas no local, alguns veículos de socorro chegaram a ficar atolados na estrada de terra que dá acesso ao ponto da queda, dificultando o atendimento.

Funcionários de um hangar localizado próximo à pista privada relataram ter ouvido uma explosão antes da confirmação do acidente.

Investigação será conduzida pelo Cenipa

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave era um EMB-810D, bimotor a pistão fabricado pela Neiva em 1983.

O modelo possui capacidade para transportar até seis passageiros, além do piloto, e é homologado para operações previstas no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 135, utilizado em serviços como táxi aéreo e transporte aéreo não regular. A classificação, entretanto, não confirma que o voo envolvido no acidente estivesse operando nesse tipo de serviço.

O Cenipa deverá investigar fatores como as condições meteorológicas, a operação da aeronave e outros elementos que possam ter contribuído para o acidente.

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