O governo dos Estados Unidos ampliou a ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) ao afirmar que cidadãos americanos, residentes permanentes e empresas dos EUA também poderão ser alvo de sanções caso mantenham relações financeiras ou prestem apoio às duas facções criminosas.
A informação foi confirmada por fontes do Departamento de Estado ao Metrópoles e reforça a política antiterrorismo adotada pela administração do presidente Donald Trump após a classificação das organizações criminosas brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTOs).
Governo amplia alcance das sanções
Segundo o governo norte-americano, a nova política não se limita a estrangeiros.
De acordo com o Departamento de Estado, qualquer cidadão dos Estados Unidos, residente permanente legal ou empresa que realize transações financeiras ou forneça apoio material ao PCC ou ao Comando Vermelho poderá ser alvo das autoridades responsáveis pela aplicação das sanções antiterrorismo.
Representantes do governo americano afirmaram que a medida reforça o compromisso da atual administração no combate a cartéis e organizações criminosas transnacionais.
Primeiras punições já foram aplicadas
Na última quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou as primeiras sanções decorrentes da nova classificação das facções.
As medidas atingiram dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia localizada em Portugal, apontados pelas autoridades americanas como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Segundo o governo dos EUA, o grupo teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.
Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Também foi incluída Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita pelas autoridades como responsável pelo recolhimento de dinheiro em espécie e pelo apoio logístico ao grupo.
Empresas tiveram bens bloqueados
As sanções também alcançaram as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., Wave Construções Inteligentes Ltda. e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.
Com a decisão, todos os bens e interesses dessas pessoas e empresas sob jurisdição dos Estados Unidos foram bloqueados.
Além disso, cidadãos, instituições financeiras e empresas norte-americanas passaram a ser proibidos de realizar qualquer operação financeira com os sancionados.
Consequências podem atingir empresas e estrangeiros
Segundo o Departamento de Estado, qualquer pessoa física ou jurídica que ofereça apoio financeiro, material ou operacional ao PCC ou ao Comando Vermelho poderá ser investigada e submetida às sanções previstas na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos.
No caso de estrangeiros, as consequências podem incluir restrições migratórias, cancelamento de vistos e até deportação do território americano, conforme a legislação aplicável.
A ampliação das medidas representa um novo endurecimento da política norte-americana de combate às organizações criminosas transnacionais e amplia o alcance das sanções anunciadas nesta semana.






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