Saiba quem era o policial da Core morto em operação na Cidade de Deus

O agente integrava a Polícia Civil desde 2015

O policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) José Antônio Lourenço Júnior, de 38 anos, morto durante uma operação nesta segunda-feira (19), também ocupava o cargo de diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol-RJ) e já havia atuado como subsecretário de Ordem Pública do Rio de Janeiro(Seop), entre fevereiro de 2022 e maio de 2023.

O agente foi baleado durante uma ação conjunta da Polícia Civil com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que tinha como objetivo desarticular uma rede clandestina de produção e distribuição de gelo contaminado, que seria destinado a quiosques e bares das praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.

“José Antônio era reconhecido por sua atuação firme, ética e comprometida com os interesses dos policiais civis. Sua perda representa um golpe doloroso para toda a categoria e deixa um vazio irreparável entre colegas, amigos e familiares”, publicou o sindicato nas redes sociais.

Ele chegou a ser socorrido em estado grave e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo do policial será enterrado na tarde desta terça-feira (20), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

Em nota, a Seop também lamentou a morte e expressou os sinceros sentimentos à família e amigos do agente.

José Antônio integrava a Polícia Civil desde 2015. Ao longo da carreira, atuou nas delegacias de homicídios da Capital e da Baixada Fluminense, no Departamento Geral de Polícia da Capital e no Departamento de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro.

“A perda de um dos nossos é sentida com dor e indignação. A Sepol se solidariza com os familiares, amigos e colegas neste momento de luto, também vivido por cada um da instituição. As diligências para identificar os responsáveis por esse ataque covarde já estão em andamento”, diz nota da instituição.

Durante a tarde, a Linha Amarela precisou ser fechada devido a novos confrontos dentro da comunidade. Agentes tentam localizar os envolvidos no homicídio. O Rio Ônibus informou que, por conta disso, 19 linhas de ônibus precisaram ser desviadas de seus itinerários.

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