A saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, prevista para a próxima semana, abrirá caminho para que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assuma o comando da equipe econômica do governo federal. Haddad deverá deixar o cargo semana que vem para se dedicar à disputa pelo governo de São Paulo nas eleições deste ano.
Nos bastidores, o próprio ministro vinha defendendo a escolha de Durigan como sucessor, movimento que sinaliza continuidade das diretrizes econômicas adotadas desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Continuidade da política econômica
Durigan ocupa o posto de número dois da Fazenda desde maio de 2023, quando substituiu Gabriel Galípolo, que foi indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central. Desde então, passou a atuar diretamente na coordenação das principais agendas econômicas do governo.
A escolha é vista dentro da equipe econômica como uma forma de preservar a estratégia fiscal e as medidas de gestão das contas públicas implementadas por Haddad ao longo do mandato.
Trajetória no setor público e privado
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Durigan também possui mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de assumir a secretaria-executiva da Fazenda, atuava como chefe de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, empresa pertencente à Meta, informa O Globo.
No setor público, ele acumulou experiências na Advocacia-Geral da União (AGU) e na Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 2011 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Relação com Haddad
A relação entre Durigan e Haddad não é recente. Entre 2015 e 2016, ele foi assessor especial na Prefeitura de São Paulo durante a gestão do então prefeito.
Essa proximidade política e administrativa pesou na escolha para ocupar a secretaria-executiva da Fazenda e, agora, para assumir o comando do ministério após a saída do titular.
Mudança também no número 2 da Fazenda
Com Durigan assumindo o ministério, o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deverá ocupar a secretaria-executiva da pasta.
Ceron é considerado um dos principais formuladores do arcabouço fiscal, regra que substituiu o antigo teto de gastos. O modelo estabelece limites para o crescimento das despesas públicas, permitindo aumento real de até 2,5% ao ano, desde que as metas fiscais sejam cumpridas.
Experiência na gestão municipal
Auditor fiscal do município de São Paulo, Ceron também trabalhou com Haddad na prefeitura da capital paulista. Na época, ocupou diferentes cargos na área econômica, iniciando como subsecretário do Tesouro e chegando posteriormente à posição de secretário de Finanças.






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