Russos e ucranianos fazem hoje nova rodada de negociações sobre um cessar-fogo

Autoridades russas e ucranianas fazem nesta segunda-feira (14) uma nova agenda de negociações, desta vez por videoconferência, em meio a novos ataques à capital ucraniana, Kiev, e um constante bombardeio a Mariupol, no sul do país. A segunda-feira começou com um ataque contra um edifício residencial em Kiev, que deixou uma pessoa morta e 12…

Autoridades russas e ucranianas fazem nesta segunda-feira (14) uma nova agenda de negociações, desta vez por videoconferência, em meio a novos ataques à capital ucraniana, Kiev, e um constante bombardeio a Mariupol, no sul do país.

A segunda-feira começou com um ataque contra um edifício residencial em Kiev, que deixou uma pessoa morta e 12 feridos, segundo equipes de emergência. Três dos feridos foram hospitalizados. 

As equipes de resgate afirmaram que o prédio fica na zona norte da capital ucraniana e que um incêndio foi controlado pelos bombeiros depois de um disparo de artilharia durante a madrugada.

“Saímos do apartamento e vimos que a escada não estava mais lá, tudo estava pegando fogo”, disse Maksim Korovii, que vive no prédio com a mãe, à agência de notícias Reuters. “Nós não sabíamos o que fazer, então corremos para a varanda. Conseguimos colocar as roupas que tínhamos à mão e fomos de varanda em varanda, e no final descemos pela entrada do prédio ao lado. Agora estamos tentando recuperar algumas de nossas coisas com a ajuda dos bombeiros”, afirmou ele.

O governo local também afirmou que outra pessoa morreu e seis ficaram feridas após serem atingida por fragmentos de um míssil que teria como alvo a fábrica de aviões Antonov. Os estilhaços caíram sobre uma rodovia.

Além de Kiev, sirenes de alertas de ataque aéreo soaram antes do amanhecer em diferentes regiões da Ucrânia, como Lviv, Odessa, Ivano-Frankivsk e Tcherkássi.

Em meio ao progresso mais lento, a Rússia teria pedido à China equipamento militar para atuar no conflito, afirmaram autoridades americanas à imprensa dos EUA, provocando preocupação na Casa Branca de que Pequim possa intervir mais diretamente na guerra. Moscou também pediu a Pequim assistência econômica para enfrentar as sanções impostas por boa parte do mundo ocidental, informou o jornal New York Times, que citou fontes do governo que pediram anonimato.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, que se encontra com o principal diplomata da China, Yang Jiechi, em Roma nesta segunda-feira, afirmou que “haverá consequências no caso de esforços em larga escala para evitar sanções”.

Questionado sobre o pedido de ajuda militar da Rússia, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em Pequim negou e acusou os Estados Unidos de “desinformação”. “Apoiamos e encorajamos todos os esforços que conduzam a uma solução pacífica da crise”, disse.

A ONU estima que quase 2,7 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde a invasão, principalmente para a Polônia. O papa Francisco pediu no domingo pelo fim do que chamou de massacre. “Em nome de Deus, peço que parem com este massacre”, afirmou o pontífice.

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