O Rio de Janeiro registrou em agosto de 2025 um aumento expressivo em crimes como furto e roubo de celulares, além de assaltos a estabelecimentos comerciais, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
O furto de celulares cresceu 40% em comparação com agosto de 2024, passando de 2.797 para 3.915 ocorrências. Já o roubo de celulares subiu 20%, de 1.808 casos para 2.168. O roubo a estabelecimentos comerciais teve a maior alta proporcional: 67%, saltando de 100 para 167 registros. No acumulado do ano, foram 1.138 assaltos desse tipo em todo o estado, 13% a mais que os 1.003 anotados entre janeiro e agosto de 2024.
Queda em crimes de rua e em coletivos
Na contramão, alguns indicadores estratégicos apresentaram forte queda. Os roubos de rua caíram 13% em agosto, com 4.461 registros contra 5.123 no mesmo mês de 2024 — o menor número para agosto em 21 anos.
Outros crimes também recuaram:
- Roubo de veículos: queda de 36% (1.810 casos contra 2.833 em agosto de 2024)
- Roubo a transeunte: queda de 22% (2.000 contra 2.584), menor índice desde 2004
- Roubo em coletivo: queda de 60% (293 contra 731)
- Roubo de carga: queda de 43,7% (184 contra 327)
O governador Cláudio Castro destacou a importância da redução: “Os crimes contra o patrimônio impactam diretamente na sensação de segurança da população; então a redução desses roubos é bastante relevante. Vamos continuar trabalhando e investindo cada vez mais para que essa queda alcance todos os indicadores”.
Crimes violentos e letalidade
Os crimes violentos letais — que incluem homicídios dolosos, culposos e latrocínios — subiram 7% em agosto. O ISP registrou alta de 16% nos homicídios culposos e de 9% nos dolosos. Apesar do aumento, a letalidade violenta geral recuou levemente: foram 297 vítimas em agosto de 2025 contra 305 no mesmo mês de 2024, queda de 2,6%.
As mortes por intervenção de agentes do Estado também caíram, passando de 69 para 44 casos no mesmo período.
Produtividade policial
De janeiro a agosto de 2025, as polícias apreenderam 518 fuzis — média de duas armas por dia —, praticamente igual ao resultado de 2024 (520). No total, foram 4.066 armas de fogo retiradas das ruas neste ano, uma média de 16 por dia.
Outros números relevantes:
- Apreensões de drogas: 16.703 (+1,4%), média de 69 por dia
- Recuperação de veículos: 11.501 (+2% em relação a 2024)
- Prisões em flagrante: 28.139, média de 119 por dia
A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, ressaltou: “A redução expressiva e contínua em diversos indicadores reflete a alta produtividade das polícias, que atuam com precisão, estratégia e comprometimento, em um esforço coordenado”.






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