Rogério Lisboa e Waguinho cobram agilidade na utilização dos recursos da Cedae

Os prefeitos de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, e de Belford Roxo, Waguinho, estão preocupados com a utilização dos recursos da Cedae. Aliados do governador Cláudio Castro, eles acham que o Governo do Estado precisa ter muita agilidade para conseguir utilizar os recursos em tempo hábil e de modo assertivo. Ambos afirmam que Cláudio Castro precisa…

Os prefeitos de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, e de Belford Roxo, Waguinho, estão preocupados com a utilização dos recursos da Cedae. Aliados do governador Cláudio Castro, eles acham que o Governo do Estado precisa ter muita agilidade para conseguir utilizar os recursos em tempo hábil e de modo assertivo. Ambos afirmam que Cláudio Castro precisa ter um grande volume de entregas para se firmar politicamente, adquirir identidade administrativa e musculatura eleitoral.

“O dinheiro da Cedae não garante nada. Ter o recurso não quer dizer que você vai entregar. Não é simples, ainda mais na velocidade que o governador precisa. Eleitor quer obra pronta. O Cláudio Castro vai ter que acertar no alvo”, afirma Rogério Lisboa (PP), prefeito de Nova Iguaçu ao Valor Econômico. O segundo maior município da Baixada Fluminense receberá R$ 538,8  milhões pela concessão da Cedae, dois quais 65%, cerca de R$ 350 milhões, chegarão neste ano e serão aplicados em projetos com expectativa de conclusão até o fim do mandato, em 2024.

O montante representa mais de seis vezes o que sobra do orçamento anual de Nova Iguaçu e é aplicado em investimentos. Mas há ainda a expectativa de que, com os recursos do governo estadual, o total de investimentos no município chegue a R$ 700 milhões ou R$ 800 milhões.

Lisboa afirma que tem “enviado os projetos para ele”, mas que é “franco” na relação com o governador. Se não pudesse separar o lado pessoal do institucional, Castro já teria seu voto. Mas, se não houver entregas, a população não vai reconhecer e votar para reelegê-lo. Como não há falta de dinheiro, o prefeito conta que disse ao governador que ele ““tem que se virar”. “Sinceramente, acho que ele tem dificuldade. Não vejo o governo azeitado para fazer, mas se Deus quiser ele vai conseguir. O governo é muito travado, apesar de que nunca teve dinheiro”, pondera.

Depois do leilão da Cedae, no fim de abril, a administração estadual receberá R$ 14,5 bilhões até 2025. Em Belford Roxo, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PSL), também aguarda investimentos do Palácio Guanabara. Afirma estar muito satisfeito com o governo, mas diz que o “entreguismo” – como define o atendimento às necessidades imediatas do eleitor – “é pouco”, seja o da esfera estadual como o da federal.

“Sou apoiador do Cláudio Castro, mas não posso misturar. Cobro muito. Tem que ter entreguismo. Se não tiver, as alianças se tornam fracassadas. O povo hoje sabe cobrar melhor”, diz Waguinho, cuja prefeitura receberá R$ 335 milhões das verbas da Cedae. No total, a concessão da estatal de saneamento distribuirá R$ 22,69 bilhões para o Estado e 28 municípios.

Para Waguinho, não vai ser fácil para o Estado e nem para os municípios, converter os recursos da concessão da Cedae em investimentos. Há pouco tempo, argumenta, para a licitação dos projetos, que são de alta complexidade e devem passar pelo crivo de órgãos de controle como os tribunais de contas do Estado (TCE) e da União (TCU), os quais costumam fazer muitas exigências, atrasando o cronograma.

“Tem que ter uma equipe muito boa, técnica, preparada, desenrolada porque os órgãos reguladores são muito exigentes e as leis, a cada dia, estão mais severas. Não vai se encontrar facilidade para correr com essas licitações. Trabalhando com muita dedicação acho que o Estado deva conseguir executar uns 30% [do pretendido]”, diz o prefeito.

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