A equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para pedir a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais que associa o petista a esquemas de corrupção. A defesa também solicita direito de resposta com a mesma divulgação da postagem original.
Segundo os advogados de Lula, o conteúdo publicado no Instagram de Flávio Bolsonaro mistura trechos de uma entrevista concedida pelo presidente com partes da delação do ex-ministro Antonio Palocci, feita no contexto da Operação Lava Jato. O material sugere ligação de Lula com recebimento de propina.
De acordo com a petição apresentada ao TSE, o senador estaria utilizando suas redes sociais para divulgar informações falsas e ataques ao presidente em pleno período de pré-campanha eleitoral.
“Na câmara de eco da rede social, torna-se capaz de desorientar o eleitor e causar desordem informacional, de forma que a população gradativamente perde a habilidade de distinguir verdade de falsidade, fatos de versões”, afirma a defesa no pedido.
Os advogados argumentam que as investigações relacionadas à Lava Jato citadas no vídeo já foram arquivadas ou anuladas judicialmente. Para a equipe do presidente, houve uso indevido de conteúdos antigos e manchetes jornalísticas para fins eleitorais.
A ação também questiona a inclusão de referências ao filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e suposta relação com fraudes no INSS.
Segundo a defesa, a “conotação eleitoral é escancarada”, com tentativa de desgastar a imagem do presidente antes mesmo do início oficial da campanha.
Pedido inclui direito de resposta
Além da remoção imediata do vídeo, os advogados pedem ao TSE que seja concedido direito de resposta na mesma plataforma digital e com igual impulsionamento, para assegurar alcance semelhante ao da publicação contestada.
O vídeo citado na ação, segundo o processo, já ultrapassou 1,6 milhão de visualizações no Instagram, o que aumentou a preocupação do PT com eventual impacto político e eleitoral.
Pré-campanha e disputa digital
No pedido enviado à Corte Eleitoral, a defesa sustenta que a circulação antecipada de conteúdos considerados falsos já influencia o debate público e o cenário político.
“A desinformação se antecipa, circula antes do calendário formal e já produz efeitos eleitorais relevantes na pré-campanha”, conclui a petição.
Até o momento, Flávio Bolsonaro e sua equipe ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre a ação.






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