Na primeira entrevista da série de sabatinas do GLOBO, Extra, Valor e CBN, o candidato do PDT ao governo do Rio, Rodrigo Neves, defendeu a renegociação do regime de recuperação fiscal e reformulação da arrecadação do estado, prometeu um choque de gestão na Supervia e a recriação da Secretaria de Segurança e atacou seus dois principais adversários na corrida eleitoral.
O Globo e os demais veículos do Grupo Globo publicaram a entrevista em seus sites. Para Neves, o escândalo do Ceperj é uma tentativa de comprar a reeleição do atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL). Em relação a Marcelo Freixo (PSB), Neves disse se tratar de um candidato “fake” por causa das mudanças de postura e de partido. O candidato se defendeu ao ser questionado sobre a sua prisão na operação Lava-Jato.
Neves citou o esquema do Ceperj pelo qual agentes públicos recebiam pagamentos por meio de uma folha secreta, na boca do caixa. Para o candidato do PDT, a contratação desses funcionários foi uma forma usada por Castro para ganhar a eleição.
—Temos um governo que não entregou nada em transportes e educação. Vivemos uma defasagem cega na educação. Os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro são uma vergonha no que diz respeito à segurança pública. Temos a maior letalidade do Brasil. Diante dessa tragédia, como este governo poderia ter chances de vencer a eleição? A resposta está aí, nas ruas, basta olhar o que estão fazendo com o Ceperj. O escândalo do Ceperj é tentativa de comprar a eleição— disse.
O candidato do PDT ainda comparou orçamento secreto do Congresso Nacional ao escândalo do Ceperj:
— As pessoas ainda não tem noção do que é o orçamento secreto. É dinheiro público que as pessoas não sabem como está sendo executado. Da mesma forma que criaram o orçamento secreto em Brasília, agora criaram os cargos secretos no estado do Rio. É muito grave. São 27 mil pessoas que não foram nomeadas no diário oficial recebendo na boca do caixa.
Neves também virou a artilharia contra outro adversário: Marcelo Freixo. Ele ressaltou a troca recente de partido do candidato do PSB, que era do PSOL, a falta de experiência e a mudança de postura em relação à descriminalização das drogas. Neves criticou ainda o “silêncio de Freixo” sobre as operações policiais que terminaram com dezenas de mortes em comunidades do Rio:
—Não dá para o Rio de Janeiro ser laboratório da primeira experiência da pessoa no Rio. Tenho certeza que Rio de Janeiro não arriscará seu futuro com uma pessoa que nunca administrou nada. Ele sempre foi um cara meio artificial, mas tem se transformado num fake. Ele sempre foi do PSOL e há 6 meses está no PSB. A vida toda ele pregou a liberação das drogas. Recentemente disse que mudou e não é mais a favor da liberação das drogas. Sempre se colocou na defesa dos direitos humanos, e tem ficado calado diante das chacinas do Jacarezinho, da Vila Cruzeiro.
Assistam a íntegra da entrevista:






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