Em seu discurso de abertura do ano legislativo do Parlamento fluminense, nesta terça-feira (06/02), no Palácio Tiradentes, o presidente Rodrigo Bacellar (PL) disse que a Casa tem um “assunto espinhoso” para resolver no início dos trabalhos de 2024, que é o caso da deputada Lucinha (PSD). Porém, frente aos representantes dos Poderes, que compareceram a sessão de abertura a convite dele, frisou que cabe a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidir sobre o afastamento da deputada.
Na presença de Luciano Matos, procurador-geral do Ministério Público (órgão que acusou Lucinha de envolvimento com a milícia da Zona Oeste), e do desembargador Ricardo Cardoso, presidente do Tribunal de Justiça (instância que determinou o seu afastamento), lembrou que cada Poder teve seu papel constitucional, e que a presença deles na cerimônia mostra a harmonia entre eles, mas garantiu que o Legislativo encontrou uma “saída”.
“Dialogamos e respeitamos as diferenças. Fiz questão de convidar cada um dos poderes para estar aqui. Esse é o retrato do Rio, que está voltando a encontrar o seu caminho respeitando às diferenças. É um caso sensível o da deputada da Lucinha. Estamos enfrentando de maneira equilibrada. Esperamos o momento certo para poder decidir”, salientou.
Antes da cerimônia, o Colégios de Líderes se reuniu para debater o tema. A tendência continua sendo pela suspensão da medida cautelar que afastou a deputada das suas funções, mas a decisão da votação em plenário, marcada para quinta-feira (08/06), às 10h30m, não deverá ser consensual. Pesa a favor de Lucinha o fato de não ter sido ainda denunciada e de seu afastamento não ter um prazo determinado pela justiça.
Durante sua fala, contudo, o procurador Luciano Mattos rebateu Bacellar, reafirmando o compromisso com o diálogo e garantindo que o MP respeita o direito dos investigados. Salientou que o órgão faz um trabalho técnico e independente, como deve ser a ação dos Poderes constituídos.





