RICARDO BRUNO
O estado do Rio terminará esta semana bem diferente. A agenda prevê fatos relevantes que podem mudar o destino de cariocas e fluminenses. Do leilão da Cedae ao veto da operação por força de decreto legislativo a ser aprovado na Alerj, há muitas emoções no ar.
Na sexta, 30, está prevista, na B3 em São Paulo, a concessão dos quatro lotes em que foi fatiada a estatal fluminense. Há muita expectativa sobre os potenciais compradores. Expectativa ainda maior é sobre o leilão em si. Sindicatos e deputados preparam novas a ações judiciais para impedir a operação. Sem falar na decisão – “irrevogável” – do presidente da Alerj, André Ceciliano, de aprovar decreto impedindo o leilão até que o ministro Paulo Guedes autorize a renovação do Acordo de Recuperação Fiscal do Rio.
O ministro tem se comportado de modo hesitante, sem transparência, endossando entraves burocráticos infindáveis impostos pela equipe econômica. A postura vacilante de Guedes retirou-lhe confiabilidade. Hoje, sua palavra vale o mesmo do que uma nota de R$ 3 reais. Diante disso, Ceciliano deseja impedir a privatização sem que haja uma posição definitiva do Governo Federal sobre o acordo.
A sexta, 30, promete ainda mais emoções. É o dia D de Wilson Witzel. O Tribunal Misto agendou o julgamento final do impeachment e é pouquíssimo provável que ele escape da degola, a despeito de sua tentativa derradeira de embaralhar as cartas com a contratação de novo advogado. A robustez das provas contra o ex-juiz deve prevalecer, selando seu destino.
A confirmação de Cláudio Castro no cargo abre espaço para uma nova reforma do secretariado. O governador deve trocar as peças no tabuleiro administrativo de olho na ampliação do bloco de alianças partidárias para a sucessão de 2022.
O conjunto de fatos previstos, portanto, pode alterar a conjuntura político-administrativa do Rio nos próximos anos. As peças em jogo têm o condão de impactar de modo decisivo o nosso futuro. A conferir






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