A seis dias do primeiro turno, o Rio de Janeiro chega à reta final da eleição para governador com um contingente expressivo de eleitores que ainda não aponta espontaneamente um candidato. Segundo a rodada mais recente da Quaest, 60% dos entrevistados no estado não souberam dizer em quem pretendem votar quando os nomes dos concorrentes ao Palácio Guanabara não são apresentados.
O percentual coloca o Rio com o quinto maior índice de indecisão entre os 26 estados pesquisados. Considerando os 12.857.000 eleitores aptos a votar no estado em 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 60% representam, proporcionalmente, cerca de 7,71 milhões de pessoas.
O número, porém, deve ser interpretado dentro da metodologia da pesquisa espontânea. Nesse tipo de levantamento, o entrevistado precisa mencionar um candidato sem receber previamente a relação dos concorrentes. Assim, o índice não significa necessariamente que todos os 7,7 milhões chegarão às urnas sem uma escolha, mas funciona como indicador do grau de consolidação das candidaturas.
Rio está entre os estados com maior indefinição
O fenômeno está longe de ser exclusivamente fluminense. A rodada da Quaest realizada na reta final mostra que mais da metade dos eleitores ainda não cita espontaneamente um candidato a governador em 13 estados.
Mato Grosso registra a maior proporção, com 65% de indecisos. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro também aparecem no grupo de estados em que o percentual chega ou ultrapassa 60%.
No extremo oposto está o Amapá, com 18% de indecisos, o menor percentual registrado entre os estados pesquisados. O levantamento não foi realizado no Piauí.
A indefinição, apesar de elevada, vem diminuindo conforme a votação se aproxima. No Rio, a Quaest havia registrado 64% de indecisos na rodada anterior. O índice recuou quatro pontos percentuais e chegou agora a 60%.
Paes tem 20% e Ruas, 13% na espontânea
Entre os fluminenses que já mencionam espontaneamente um candidato, Eduardo Paes (PSD) aparece com 20%, ante 22% no levantamento anterior. Douglas Ruas (PL) registra 13%, depois de marcar 9%. Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com 3%, enquanto William Siri (PSOL) tem 1%.
Brancos, nulos ou eleitores que dizem não pretender votar representam 3%. Os demais candidatos não chegaram a 1% das menções espontâneas.
A Quaest ouviu 1.302 eleitores fluminenses com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RJ-04982/2026.
Reta final mira eleitor ainda sem candidato consolidado
O tamanho do grupo que não cita espontaneamente nenhum concorrente ajuda a dimensionar o espaço ainda existente para as campanhas na última semana antes da votação. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral brasileiro, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Os números também mostram que espontânea e estimulada retratam situações diferentes. Quando os candidatos são apresentados ao entrevistado, os percentuais de intenção de voto são significativamente maiores, porque o eleitor passa a escolher entre nomes previamente listados.







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