Rio tem 354 denúncias de assédio eleitoral e fica em segundo no ranking nacional que soma 4.305 casos

Levantamento do Ministério do Trabalho aponta notificações em três dias no país; São Paulo lidera as ocorrências

Adicione a Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O Rio de Janeiro registrou 354 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30). O número coloca o estado na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 1.325 ocorrências. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que recebeu 4.305 notificações nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de denúncia.

O levantamento aponta que o Sudeste concentra o maior número de registros, com 2.087 casos. Além do Rio e de São Paulo, Minas Gerais aparece na terceira posição, com 345 denúncias. Juntos, os três estados somam 2.024 ocorrências, aproximadamente 47% do total recebido pelo ministério. Todos os registros estão sob investigação da Auditoria Fiscal do Trabalho.

Assédio eleitoral preocupa trabalhadores

O assédio eleitoral acontece quando empregadores ameaçam, constrangem ou pressionam funcionários para influenciar suas escolhas políticas ou eleitorais. A prática também inclui discriminação, ameaças de demissão e retaliações motivadas pelo posicionamento político dos trabalhadores.

Nas últimas semanas, relatos de demissões e boicotes a empresas por questões políticas ganharam repercussão nas redes sociais. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que os empregadores não podem interferir nas decisões dos funcionários.

“Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas”, declarou. Segundo ele, o governo está acompanhando as denúncias e adotando medidas para proteger os direitos dos trabalhadores.

Empresas podem sofrer sanções

De acordo com o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, as irregularidades confirmadas podem resultar em autos de infração e medidas administrativas. O ministério também pretende encaminhar informações ao Banco Central para impedir que empresas responsabilizadas tenham acesso a financiamentos e empréstimos.

O órgão estuda ainda criar uma ferramenta de transparência semelhante à lista de empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão. Outra frente de atuação prevê notificações a plataformas digitais para retirar publicações que incentivem perseguição ou discriminação por motivação política.

Denúncias de assédio eleitoral por estado

Confira a distribuição das 4.305 denúncias registradas pelo Ministério do Trabalho:

  • São Paulo (SP): 1.325
  • Rio de Janeiro (RJ): 354
  • Minas Gerais (MG): 345
  • Paraná (PR): 268
  • Santa Catarina (SC): 259
  • Rio Grande do Sul (RS): 230
  • Ceará (CE): 172
  • Bahia (BA): 169
  • Goiás (GO): 143
  • Pernambuco (PE): 137
  • Pará (PA): 130
  • Maranhão (MA): 99
  • Mato Grosso (MT): 93
  • Distrito Federal (DF): 91
  • Espírito Santo (ES): 63
  • Rio Grande do Norte (RN): 63
  • Amazonas (AM): 52
  • Mato Grosso do Sul (MS): 51
  • Alagoas (AL): 50
  • Paraíba (PB): 42
  • Piauí (PI): 30
  • Acre (AC): 29
  • Rondônia (RO): 29
  • Amapá (AP): 25
  • Sergipe (SE): 22
  • Roraima (RR): 17
  • Tocantins (TO): 17

Relacionadas

Deixe um comentário