O Rio sofreu nesta semana um duro golpe em sua indústria naval, a despeito de o presidente Jair Bolsonaro residir na capital e ter prometido especial atenção ao Estado – ainda imerso em grave crise econômica e com taxa de desemprego acima da média nacional. A Marinha do Brasil encomendou em Santa Catarina e não no Rio de Janeiro, como havia anunciado anteriormente, a construção de quatro fragatas da classe Tamandaré, ao custo de R$ 9,1 bilhões. A Marinha estima que o projeto vá gerar 2 mil empregos diretos e mais 4 mil indiretos em Itajaí, onde serão agora construídas as embarcações.
Até agora, não houve também qualquer manifestação do Governo do Estado cobrando explicações para a estranha e súbita mudança no destino das encomendas. A ideia original, anunciada em realeases oficiais da Marinha, era contratá-las ao estaleiro Aliança de Niterói. Nesta semana, anunciou-se oficialmente a unidade do Aliança de Santa Catarina como a responsável pela execução da encomenda.
Em cerimônia amanhã, quinta-feira (05/03) no Arsenal da Marinha, no Rio, será formalizado o contrato, o primeiro da área militar no governo Bolsonaro, com o consórcio Águas Azuis, formado por três empresas: a alemã Thyssenkrupp, associada às brasileiras Atech e a Embraer Defesa e Segurança. A primeira fragata será entregue em 2024 e a última em 2028.
São máquinas de guerra sofisticadas, lançadoras de mísseis e torpedos pesados. Incorporam recursos stealth, de redução de visibilidade ao radar, no desenho e no revestimento. Deslocam cerca de 3.500 toneladas e medem 107 metros. Levam apenas 136 tripulantes, mais um helicóptero, capaz de realizar operações antissubmarino, e um drone, veículo não tripulado de uma nova geração, com capacidade para pouso e decolagem verticais.






Deixe um comentário